domingo, 10 de dezembro de 2017

Dia do Tango -11 de Dezembro


Em 1977, a prefeitura de Buenos Aires instituiu o Dia do Tango, que logo se tornou um evento nacional e agora faz parte do calendário cultural de diversos países. 
A data foi escolhida para homenagear Carlos Gardel e o grande músico e compositor Julio De Caro



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Tango Argentino


Após a queda da ditadura militar, com o retorno da democracia, a Argentina viu o renascimento esplendoroso da sua música tradicional.

Em maio de 2008,flanando por Palermo e por puro acaso,recebi uma espécie de filipeta(um volante),chamando para uma noite de tango num pequenino espaço/ grande templo do tango, Café Homero, que você vê na foto,construído em 1927.
Lá se apresentou apenas naquela noite Ernesto Baffa, o Grande Mestre- já bem idoso e recém saído de uma cirurgia de catarata e tocando com venda nos olhos e o bandoneón pulsando apaixonado em seus joelhos de quase nonagenário.
Foi um momento mágico que jamais esquecerei.
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Em 1913, enquanto o mundo pegava fogo às vésperas da Primeira Guerra Mundial, o Arcebispo de Paris proibia os meneios e cruzamentos de pernas do dançarinos de tango recém-chegados aos salões da moda. Um Consistório - reunião de cardeais para tratar de assuntos urgentes da Igreja - foi convocado às pressas para deliberar sobre tão palpitante assunto.
No entanto, o sensato Papa Benedito XV (Cardeal Giacomo Della Chiesa, eleito em setembro de 1914) ao assistir uma exibição de tango por casal de profissionais considerou que se tratava apenas de uma novidade mais ousada e liberou sua execução.
Abalou Paris
Os oficiais e marujos franceses que aportavam em Buenos Aires na primeira década do século XX, tomavam conhecimento da dança sensual e erótica executada nos cabarés da zona portuária.
Deslumbrados, levavam nas bagagens partituras dos tangos mais populares.
De porto em porto, a dança virou uma sensação. Permanecendo em essência a paixão e a melancolia, o tango recebeu um tratamento coreográfico diferenciado na Europa, perdendo um pouco a sensualidade latina.
A dança se converteu em moda. A palavra "tango" virou adjetivo: batizou cocktails, tornou-se nuance de tecidos, sabor de chá e de bebidas. Tango virou sinônimo de transgressão.

Tangano
Ritmo dos mais sensuais e envolventes, o tango é ensinado em
todas as escolas de dança do mundo. Segundo alguns pesquisadores, sua origem está na África - a dança Tangano, que foi difundida primeiro na América Central pelos escravos ali chegados.
Outras fontes citam a palavra tangó que significava um lugar de reunião dos escravos, algo parecido com nossos quilombos. Nestes locais eram usados apenas instrumentos de percussão. Os negros eram imitados (e ironizados) pelos "compadritos", imigrantes e colonos com hábitos gaúchos.

Receita eclética
Desta tentativa de imitação surgiu algo parecido - mas ainda distante - do que hoje chamamos tango. Foram acrescentados uns "toques" da habanera cubana, do candomblé africano, do flamenco andaluz, da canzone italiana e da milonga, vinda do folclore dos gaúchos argentinos. Assim, o tango virou um baile, evoluiu para gênero musical e, por fim, ganhou status de canção. Ajudada pela improvisação dos dançarinos cristalizou-se a forma do tango argentino, que até hoje inspira poetas, músicos, atores e diretores de cinema e teatro.
Chega o bandoneón

Dançado por pessoas das classes mais pobres e discriminado pelos ricos, a novidade recebeu um subsídio que a tornou popular entre toda a população: a orquestra típica com os primeiros grupos de "tocadores de tango", onde se destacavam o sons da flauta e do violão. Depois entraram o piano, o violino, contrabaixo e, finalmente, o bandoneon,híbrido de acordeom e gaita gaúcha. Estava formada a orquestra típica.
A música do subúrbio viajou até outros bairros de Buenos Aires, aos cafés da Zona Norte e ganhou o mundo.

Carlos Gardel
Gardel é sinônimo de tango Charles Romuald Gardés, nascido em 11/12/1890 , em Toulouse, França, cantor, compositor, ator continua sendo um ícone para os apreciadores da música em particular e para todos os argentinos em geral. .
"Mi Noche Triste", de sua autoria, está para o Tango como "O Barquinho" está para a nossa bossa nova: é o marco inicial do movimento.
Começou a carreira aos 17 anos, mas foi a formação de uma dupla com o uruguaio José Razzano e suas performances no cabaré Armenonville, em Buenos Aires, que o tornaram um fenômeno de vendas e de público.
Iniciou uma carreira solo em 1925, viajando constantemente pela América espanhola e Europa. Um contrato com a Paramount, em Hollywood rendeu atuações em vários filmes de sucesso.
Em 24 de junho de 1935 ,no esplendor da carreira, consagrado mundialmente, morreu em desastre aéreo em Medellin, Colômbia.

Astor Piazolla
Astor Piazzolla (1921-1992) nasceu em Mar del Plata e morou com a família nos Estados Unidos,onde estudou bandoneon com Bela Wilda e piano com Serge Rachmaninov.
No retorno à Argentina, a carreira deslanchou. Sempre buscando a perfeição, continuou os estudos de piano e harmonia e, em 1946, formou sua primeira orquestra típica. Aí começou a longa série de composições premiadas.O governo da França lhe concedeu uma bolsa de estudos para estudar com Nadia Boulanger.
Formou o famoso Octeto de Buenos Aires e sua Orquestra de Cordas, que revolucionaram a música argentina. Transformado em quinteto, o grupo correu o mundo. Piazzolla(foto) musicou versos de Jorge Luis Borges e formulou os conceitos do movimento "nuevo tango" usando contrapontos revolucionários, novas harmonias, arranjos audaciosos e muita intuição. No Montreux Jazz Festival de 1986, recebeu encomenda de obras exclusivas para Pat Metheny, Keith Jarret e Chick Corea.
Em 1989 foi considerado um dos maiores instrumentistas do mundo pela Down Beat, famosa revista especializada em jazz.
Durante seus últimos anos compôs mais de 300 obras. e cerca de 50 trilhas musicais para filmes
Astor Piazzolla morreu em 4 de julho de 1992.
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domingo, 3 de dezembro de 2017

Dezembro para melômanos





*4/12/1920 Estréia,simultâneamente em Hamburgo e Colônia, a ópera "A Cidade Morta",de Erich Wolfgang Korngold,libreto de Julius e Erich Korngold, sob o pseudônimo de Paul Schott


Efemérides do mês, com ênfase nas datas natalícias dos brasileiros Egberto Gismonti e Isaac Karabitchevsky.Parabéns!


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Saudades


Professoras Joanídia Sodré (1903-1975),primeira mulher sul-americana que regeu a Orquestra Filarmônica de Bonn, Mariuccia Iacovino(1912- 2007)-que com seu marido Arnaldo Estrella formou um conhecido duo camerístico, Vera Janacopolus,(1896-1955)uma das cantoras de câmara de maior destaque no cenário internacional de seu tempo.


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*1/12/1932 Morre em Madrid o compositor espanhol Amadeo Vives (*Collbató, 18/11/1871) Escreveu,sobretudo óperas,operetas e zarzuelas,das quais "Doña Francisquita" é considerada sua obra-prima
*2/12/1923 Nasce em NewYork a soprano greco americana Maria Callas
 
*3/12/ 1914 Nasce em Boston o compositor norte americano Irving Fine,autor de peças orquestrais,corais e de câmara
 
*5/12/1944 Nasce em Carmo-RJ, o compositor, arranjador,cantor e instrumentista Egberto(Amin) Gismondi.Toca piano acústico e elétrico,órgão,sintetizador,violão e flautas indígenas (ocarina e jacuí)


*6/12/1882 Estréia , em Viena, a ópera cômica em 3 atos "O Estudante Mendigo", de Karl Millocker,libreto de Zell e Genée



*7/12/1910 Nasce em New York o regente e crítico norte americano Richard Franko Goldman.Regeu a Goldman Band, fundada por seu pai Edwin.Ensinou na Julliard Scholl e escreveu críticas ,principalmente para o "Musical Quarterly"

*8/12/1939- Nasce em Belfast o flautista britânico James Galway.Ao começar sua carreira de solista, em 1975, fascinou as platéias com técnica sensível , usando sua flauta de ouro 18 quilates.

*9/12/ 1836-Estréia em São Petesburgo a ópera de Mikhail Ivanovich Glinka "Uma Vida pelo Czar (Ivan Susanin),libreto de G.F.Rozen.A ópera inauguraria todas as temporadas subsequentes em São Petesburgo, até 1917.
 

*10/12/1967 Morre no Rio de janeiro o compositor, folclorista, crítico e escritor Brasilio Itiberê.(*Curitiba,PR 17/5/1896) Embora sua produção inclua diferentes gêneros,dedicou-se principalmente `a música coral.Membro fundador da Academia Brasileira de Música


*11/12/1803 Nasce em La Côte St André o compositor francês Hector Berlioz


*12/12/1912 Nasce no Rio de Janeiro,RJ, a violinista Mariuccia Iacovino,(+2007)Foi primeiro violino do "Quarteto do Rio de janeiro" , sendo encarregada de numerosas primeiras audições deVilla Lobos.Com seu marido Arnaldo Estrella formou um conhecido duo camerístico

*13/12/1905 Nasce no Rio de Janeiro,RJ, o musicólogo e folclorista Luiz Heitor Correa de Azevedo.Foi o mais importante musicólogo brasileiro de sua época, com reputação internacional,tendo dirigido em 1947 os serviços musicais da UNESCO
*14/12/1925 Estréia na Staatsoper,Berlim, a ópera "Wozzeck", de Alban Berg,libreto adaptado ,pelo compositor,do tema homônimo de Georg Buchner


*15/12/1858 Estréia, em Weimar, a ópera "O barbeiro de Bagdá', de Peter Cornelius,libreto do compositor, baseado em uma história das "Mil e uma noites"


*16/12/1975 -Estréia da ópera "O Imperador de Atlantis", de Vicktor Ullmann,libreto de Peter Kien.Esta ópera foi composta e ensaiada no campo de concentração de Teresienstadt,atual República Tcheca.
*17/12/ 1770 Nasce em Bonn o compositor alemão Ludwig van Beethoven

*18/12/1869- Morre no Rio de Janeiro, de febre amarela, o pianista e compositor Louis Moreau Gottschal(*New OrleansE.U.A 8/5/1829) .Aclamado como autêntico porta voz musical do Novo Mundo seu virtuosismo ao teclado foi comparado a Chopin.

*19/12/1881- Estréia no Théatre de la Monnaie,Bruxelas, a ópera "Herodíade", de Jules Massenet,libreto de Paul Milliet e Henri Grémont
*20/12/1896- Nasce em Petrópolis RJ, a professora e cantora Vera Janacópulos(+ 1955), artista brasileira internacionalmente reconhecida,uma das intérpretes favoritas de Manuel de Falla.

*21/12/1850 -Nasce em Vseborice o compositor tcheco Zdenek Fibich,importantíssima figura do século XIX em seu país.Autor de centenas de obras eclesiásticas, óperas,música de câmera,e poemas sinfônicos evocativos.
*22/12/1903 Nasce em Porto Alegre,RS, a pianista,regente e professora Joanídia Sodré,primeira maestrina sul-americana a reger a Orquestra Filarmonica de Bonn.Em 1939 fundou um conjunto sinfônico infantil a " Orquestra da Juventude". Autora do "Compêndio de Contraponto"
 

*23/12/1943 Nasce emSydney o compositor australiano de música de câmara Edward Ross
 

*24/12/1871 Estréia ,no Cairo, a ópera "Aida", de Giuseppe Verdi,libreto de Antonio Ghislanzoni, com base em Camille du Locccle e Mariette Bey


*25/12/1858 Nasce em Dorchester o escritor e Ministro da Igreja Anglicana John W. Galpin . Autor do "Old English Instrumental of Music" e da obra pioneira "Textbook of European Musical Instruments" A Galpin Society, fundada em 1946 para estudos dos instrumentos foi assim chamada em sua homenagem


* 26/12/1767 Estréia da ópera "ALCESTE" de Gluck, libreto de Ranieri da Calzabigi,no Burgtheater,Viena.


*27/12/1934- Nasce em São Paulo,SP, o regente brasileiro Isaack Karabitchevsky, criador dos concertos populares do "Projeto Aquário"

*28/12/1910- Estréia,no Metropolitan Opera House, a ópera "As crianças do rei", de Engelbert Humperdink, libreto de Ernst Rosmer.A peca homônima, de Rosmer,fora apresentaad em Munique, em 1897


*29/12/1876 Nasce em Vendrell o violoncelista e compositor catalão Pablo Casals


*30/12/1889 Nasce em Munique o musicólogo e crítico norte- americano de origem alemã Alfred Einstein, autor de livros sobre Schutz, Gluck, Schubert e Mozart.


*31/12/1859- Nasce em Praga o compositor e artista plástico tcheco Joséf Bouhslav Foerster , que liderou a evolução da música tcheca , do nacionalismo do final do século XIX para a vanguarda do entre-guerras.


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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

1º de Dezembro -Dia Mundial de Combate `a AIDS




* A Aids não é transmitida por abraços,beijos, talheres compartilhados,espirros, prática de esportes e aperto de mão".

  O que é a Aids

A sigla significa síndrome da imunodeficiência adquirida, mas sua origem vem do inglês – Acquired Immune Deficiency Syndrome.Em francês e em português de Portugal é SIDA.
Uma pessoa com o vírus HIV tem parte de seus glóbulos brancos –os
linfócitos T-CD4 -radicalmente diminuídos e as defesas naturais ficam
enfraquecidas.

Seu organismo fica propenso a adquirir doenças oportunistas : pneumonias,
infecções, herpes, diarreias,tuberculose,meningite e alguns tipos de
cancer. .

O sintomas da doença podem demorar a aparecer e a pessoa contaminada
com o vírus HIV pode transmiti-lo o através de relações
sexuais,compartilhamento de agulhas no uso de drogas ou de formas mais
simples, quando o seu sangue entra em contato com o sangue de uma pessoa
saudável.

Existem casos de contaminaçõees em transfusões de sangue e mulheres grávidas
também podem transmitir o vírus para seus bebês.

 
O continente africano é o mais contaminado com a doença, mas os índices
de maior aumento da contaminação pelo HIV estão, atualmente, na Ásia
Central e no Leste Europeu
.
 
O governo brasileiro oferece exame para constatar a presença do HIV,
através dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), que dão todo o
apoio aos infectados.

 
O tratamento é gratuito e-pelo menos disso- podemos nos orgulhar :
nosso modelo é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma
referência para o mundo.


No Rio, a FIOCRUZ-Fundação Oswaldo Cruz (f)
se encarrega de distribuir a medicação(coquetéis montados especificamente para combater a doença)aos lá cadastrados e acompanha
os doentes em consultas periódicas agendadas. Um trabalho magnífico.

A prevenção é a melhor atitude .
 O uso de preservativos em todas as
relações sexuais ainda é a principal maneira de prevenir-se.

Amor,carinho e solidariedade são grandes coadjuvantes do tratamento.
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terça-feira, 21 de novembro de 2017

domingo, 19 de novembro de 2017

20 de novembro-- Zumbi dos Palmares

 


 

A Terra Prometida

   No vigésimo dia de novembro festeja-se o Dia da Consciência Negra.
 A data tem grande significado para a comunidade afro-brasileira 
que considera Zumbi dos Palmares um herói e símbolo de liberdade.




Zumbi







A partir de 1630,as invasões holandesas

no nordeste facilitaram bastante a fuga

de negros que.buscando uma " terra prometida" e aqueles que fugiam do trabalho escravo, fundaram

na Serra da Barriga (onde hoje se

localizam Pernambuco e Bahia)o Quilombo dos

Palmares.
Quilombos eram refúgios para os





que conseguiam se desvencilhar da tirania dos senhores e sinhás





e o de Palmares rapidamente atingiu uma população de 3 mil habitantes.


A organização seguia um modelo que-no futuro- seria o mesmo adotado no

regime republicano brasileiro.






Sempre atacados pelas milícias e exército,os habitantes se suprindo do que a terra lhes oferecia.

A proteção, igualmente, era excercida pelos quilombolas.
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Em 1644 ,rechaçaram uma tentativa de invasão, assim como tinham conseguido

manter uma razoável distância dos portugueses.




Zumbi, neto da princesa africana Aqualtune,nasceu em 1665 e, aprisionado

ainda criança ,passou a "pertencer "ao padre jesuíta António Melo,que o batizou

com o nome de Francisco.




Zumbi/Francisco estudou português e latim e ajudava nas missas, como coroinha.




1670


Com 15 anos, Zumbi fugiu e regressou a Palmares ,agora com cerca

de 30 mil habitantes e sob a chefia de Ganga Zumba,seu tio pela família materna.




1675




Lutando contra mais uma investida (dos soldados portugueses

comandados pelo Sargento Manuel Lopes)a um mocambo de cerca

de mil choupanas,Zumbi se mostrou grande estrategista militar.

Com apenas vinte anos de idade, chefia o contra ataque.




Palmares, ja com 200 quilômetros de extensão tornara-se

uma república com onze mocambos e muros de madeira,como

as cidades européias medievais(que usavam pedras na proteção).


A Cerca do Macaco,na Serra da Barriga,


era uma espécie de “capital “ do Quilombo

Tinha ruas largas, cerca de 1500 choupanas e oito mil habitantes
1678 -Pedro de Almeida, governador da capitania de Pernambuco, 
percebeu que o Quilombo dos Palmares poderia ser economicamente
 viável-já assegurada o que hoje chamamos de sustentabilidade,
Os habitantes faziam vassouras,esteiras,cestos,leques,vestimentas,
plantavam mandioca,milho,feijão e cana de açúcar.
O governador propôs ao chefe Ganga Zumba a paz e a alforria para 
todos os quilombolas de Palmares,situação aceita contra a vontade de Zumbi.
que não admitia que os negros tivessm que abrir mão de suas 
tradições e cultura e exigia que os demais também fosssem agraciados.
1680:
Zumbi assumiu o lugar de Ganga Zumba em Palmares e comanda a 
resistência contra as tropas portuguesas. 
Ganga Zumba more por envenenamento.
1694:
Domingos Jorge Velho e Bernardo Vieira de Melo comandam 
o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares e local do nascimento de Zumbi.
1695-20 de Novembro: Zumbi ,traído e denunciado por um antigo
 companheiro, é localizado, preso e degolado aos 40 anos de idade.
Zumbí ou "Eis o Espírito", virou um ícone e sua imagem foi usada pelos 
abolicionistas como exemplo de herói e mártir.
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Obra de Da Vinci vai a leilão dia 15 de novembro


Salvator Mundi por Leonardo da Vinci


Salvator Mundi (ca. 1500) 

da Wikipedia

O quadro (65,6 x 45,5 cm) Salvator Mundi de Leonardo da Vinci é o último quadro conhecido do pintor que permanece em coleção privada.
A obra além de ser de um dos maiores gênios da humanidade,possui uma trajetória misteriosa e controvérsia.
A descoberta da obra de arte, intitulada “Salvator Mundi”, datada de meados de 1500, representa a figura de Cristo. A última vez que um quadro foi atribuído a Leonardo da Vinci foi em 1909 com a obra de arte “Benois Madonna”, exposta, atualmente, no Museu Hermitage em São Petersburgo, na Rússia. No entanto "Salvator Mundi" só foi realmente creditada a Leonardo apenas em 2010.
Acredita-se que o quadro fora feito para o rei francês Louis XII,apesar de o quadro constar apenas nos registros do rei inglês Charles I .
O quadro seguiu na coleção da realeza até ser leiloado no século XVIII,leilão do qual não se tem muitos registros.
A obra ficou longe dos holofotes até ressurgir no início do século XX, quando foi comprada para a coleção Cook por Sir Charles Robinson, como um trabalho de Bernardino Luini, um seguidor de Da Vinci.Com a autoria bastante questionada,o quadro acabou sendo vendido num leilão da Sotheby's em 1958 por 45 libras (perto de 55 euros),ficando,novamente,um longo período desaparecida.
O quadro ressurgiria apenas em 2010, quando finalmente teve sua autenticidade confirmada por especialistas em Da Vinci,dentre eles os italianos Pietro Marani e Maria Teresa Fiorio,que realizaram detalhadas análises com raios x nos laboratórios do National Gallery de Londres,e perceberam camadas inferiores,retoques e detalhes rejeitados,características comuns nas obras do pintor.
N
o mesmo ano, o "Salvator Mundi" foi vendido pela Sotheby's por US$ 80 milhões ao investidor suíço Yves Bouvier, que então revendeu a obra a Rybolovlev por US$ 127 milhões.
Atualmente o quadro ainda pertence ao bilionário russo Dmitry Rybolovlev e irá a leilão em 15 de novembro de 2017.
O público espera que a obra seja arrematada por algum museu,para que a visita ao "Salvator Mundi" seja possível,assim como a célebre Monalisa.


sábado, 11 de novembro de 2017

Mario Quintana



Todos esses que aí estão atravancando meu caminho, eles passarão... eu passarinho!"
Mario de Miranda Quintana, assim mesmo - sem acentuação - como gostava de frisar, nasceu em 30.07.1906 em Alegrete (RS) e morreu em Porto Alegre em 05.05.1994.

Filho do farmacêutico Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda Quintana, trabalhou com o pai na manipulação de medicamentos o que o fez trazer para seus poemas a noção de medida exata.
Foi jornalista a vida inteira, escritor e poeta da segunda geração do Movimento Modernista, autor de livros e poesias para crianças.

Traduziu cerca de 130 livros, entre eles obras de Charles Morgan, Virginia Woolf, Rosamund Lehman, Proust, Aldous Huxley, Balzac, Giovanni Papini, Joseph Conrad, Lin Yutang, Marcel Proust, Merimée, Somerset Maughan e Voltaire .Estudou no Colégio Militar de Porto Alegre entre 1919 e 1924 e colaborou na revista Hyloa, editada pelos alunos.O primeiro trabalho fora de casa foi cuidar da seção de literatura estrangeira da LIvraria Globo.

A família Quintana, totalmente francófila, enquanto conspirava contra o governo só falava francês para despistar os empregados. Mario alistou-se como voluntário do Sétimo Batalhão de Caçadores de Porto Alegre, em 1930, na tomada de governo por Getúlio Vargas. Também ele amarrou cavalo no Obelisco e morou no Rio durante seis meses.Depois, voltou para Porto Alegre e de lá nunca mais saiu.

"AVISO PARA TURISTAS:Viajar é mudar o cenário de nossa solidão"
Logo começaram as colaborações na imprensa gaúcha: (O Estado do Rio Grande, Correio do Povo e Revista Globo)

Em, 1940, saiu seu primeiro livro: "A Rua dos Cataventos", 35 poemas que surpreenderam o mundo cultural brasileiro, pelo conteúdo que incluía haicais e epigramas e pela transgressão de todas as formas e regras de rima e metro.Este livro e mais Sapato Florido (1948), O Aprendiz de Feiticeiro (1950 ) e Espelho Mágico (1951) são considerados o melhor de sua produção, que ia do intimismo às divagações surrealistas, com lirismo e bom humor.
Mario Quintana rebateu com suas equações concretistas a militância combativa da geração de 1945, tornando-se próximo de Manuel Bandeira, Cecília Meireles e do conterrâneo Érico Veríssimo.No Correio do Povo, contratado por Breno Caldas, dono do jornal, tinha total autonomia para produzir, não podia ser repreendido nem interrompido e não tinha horário a cumprir.Em junho de 1953, estreou, no mesmo jornal, seu "Caderno H" - ali, segundo um crítico, "gerações de gaúchos aprenderam a ler".

"Linha Curva: O caminho mais agradável entre dois pontos."
Manuel Bandeira, que não conseguia definir o estilo do amigo (provérbios? máximas? aforismos?) escreveu:
Meu Quintana, os teus cantares"Não são, Quintana, cantares:São, Quintana, quintanares,Quinta essência de cantares...Insólitos, singulares..Cantares? Não! Quintanares!"
"Quintanares", acabou virando título de um livro de Quintana, publicado em 1976
.Três vezes derrotado nas eleições da Academia Brasileira de Letras, com muito bom humor, escreveu o "Poeminha do Contra", que inicia esta mini biografia.

"O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso".
Como um eremita urbano, Mario Quintana nunca teve pouso próprio.
Sempre morou em hotéis, ficando no famoso Hotel Majestic no centro Velho de Porto Alegre, até que o imóvel foi fechado e vendido. Enquanto o poeta ainda vivia o prédio foi foi tombado, reformado e transformado em Casa de Cultura Mario Quintana.

Escreveu ali até poucas horas antes de morrer e costumava vagar pelo local constantemente.
O jogador de futebol Falcão o acolheu durante seus últimos anos

O governo do estado do Rio Grande do Sul,através do decreto 43.810, de 24 de maio de 2005 fez de 2006 o "Ano do Centenário de Mario Quintana".Os Correios também prestaram-lhe homenagem, colocando sua efígie nos selos de oitenta centavos de real.
Como no poema de Fernando Pessoa, colega português no gênio e na solidão, entre a data de nascimento e a da morte todos os dias foram dele.
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domingo, 5 de novembro de 2017

O Baile da Ilha Fiscal- 9/11/1889


Do site "Rio de Janeiro Hoje"



'O Ultimo Baile do Império e o Fim da Monarquia Constitucional e Parlamentar

"Assim como ficou conhecido, o Baile da Ilha Fiscal foi organizado com requinte, e segundo alguns críticos com muita pompa e excentricidade, o que serviu como o derradeiro pretexto para o fim da Monarquia Constitucional Parlamentarista e Proclamação da República. E de fato a Proclamação da República Brasileira, ocorreu no dia 15 de mesmo mês, apenas 6 dias após o baile.
O motivo alegado para o baile era diplomacia envolvendo uma homenagem aos oficiais do navio chileno "Almirante Cochrane".

Entretanto, alguns interpretam também como se o Baile fosse uma demonstração de força ou tentativa de promover e revigorar o regime Monarquico, que ainda tinha bastante apoio popular, mas encontrava crescente e forte oposição política, embora dentro do parlamento o Governo tinha maioria.

A oposição vinha de setores tidos tanto como progressistas como também de setores retrógrados e reacionários. Existia a insatisfação nos circulos militares nacionalistas e progressistas, e também oposição por parte de politicos Republicanos. Existia também a perda de prestígio do Imperador devido à abolição da escravatura em 1888, e assim os setores que eram contrários à abolição da escravatura se voltaram contra a Monarquia.


Exposição de objetos sobre o Baile
Existe uma exposição permanente em uma das alas do palacete da Ilha Fiscal, que trata do "Ultimo Baile do Império", onde estão expostas algumas peças de vestuário, objetos decorativos utilizados e inclusive o convite original para festa.

 *****
Dom Pedro II e Imagem do Governo
Por sua vez, o Imperador Pedro II era tido como um homem extremamente culto, interessado no progresso do Brasil. Dizem que ele próprio se considerava um cientista, e alguns também o consideram um homem que foi muito interessado nos avanços tecnológicos da época e trouxe estes avanços para o Brasil. Além do mais, Pedro II era um homem que realmente gostava do Brasil, tinha uma visão de progresso e preocupação com a defesa e autonomia do pais. Durante seu governo, se preocupou com as defesas da capital reequipando e aumentando o poder defensivo de fortalezas como o Fortaleza de São João e Fortaleza de Santa Cruz entre outras.


Pedro II era tido como um Rei popular, e regularmente concedia audiência para cidadãos comuns. Muitos politicos e apoiadores apostavam em sua continuidade e no regime Monarquico Constitucional. 

E talvez para promover a Monarquia, apostaram neste baile, que na verdade foi uma aposta totalmente errada, dando pano para as mangas dos opositores. Como se diz popularmente, o resultado no balanço geral foi "um tiro pela culatra".


BAILE DA ILHA FISCAL óleo sobre tela de Francisco Figueiredo,  Acervo do Museu Histórico Nacional)

'O Ultimo Baile do Império e o Fim da Monarquia Constitucional e Parlamentar
Assim como ficou conhecido, o Baile da Ilha Fiscal foi organizado com requinte, e segundo alguns críticos com muita pompa e excentricidade, o que serviu como o derradeiro pretexto para o fim da Monarquia Constitucional Parlamentarista e Proclamação da República. E de fato a Proclamação da República Brasileira, ocorreu no dia 15 de mesmo mês, apenas 6 dias após o baile.
O motivo alegado para o baile era diplomacia envolvendo uma homenagem aos oficiais do navio chileno "Almirante Cochrane".

Entretanto, alguns interpretam também como se o Baile fosse uma demonstração de força ou tentativa de promover e revigorar o regime Monarquico, que ainda tinha bastante apoio popular, mas encontrava crescente e forte oposição política, embora dentro do parlamento o Governo tinha maioria.

A oposição vinha de setores tidos tanto como progressistas como também de setores retrógrados e reacionários. Existia a insatisfação nos circulos militares nacionalistas e progressistas, e também oposição por parte de politicos Republicanos. Existia também a perda de prestígio do Imperador devido à abolição da escravatura em 1888, e assim os setores que eram contrários à abolição da escravatura se voltaram contra a Monarquia.

Exposição de objetos sobre o Baile
Existe uma exposição permanente em uma das alas do palacete da Ilha Fiscal, que trata do "Ultimo Baile do Império", onde estão expostas algumas peças de vestuário, objetos decorativos utilizados e inclusive o convite original para festa.

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Dom Pedro II e Imagem do Governo
Por sua vez, o Imperador Pedro II era tido como um homem extremamente culto, interessado no progresso do Brasil. Dizem que ele próprio se considerava um cientista, e alguns também o consideram um homem que foi muito interessado nos avanços tecnológicos da época e trouxe estes avanços para o Brasil. Além do mais, Pedro II era um homem que realmente gostava do Brasil, tinha uma visão de progresso e preocupação com a defesa e autonomia do pais. Durante seu governo, se preocupou com as defesas da capital reequipando e aumentando o poder defensivo de fortalezas como o Fortaleza de São João e Fortaleza de Santa Cruz entre outras.
Pedro II era tido como um Rei popular, e regularmente concedia audiência para cidadãos comuns. Muitos politicos e apoiadores apostavam em sua continuidade e no regime Monarquico Constitucional. E talvez para promover a Monarquia, apostaram neste baile, que na verdade foi uma aposta totalmente errada, dando pano para as mangas dos opositores. Como se diz popularmente, o resultado no balanço geral foi "um tiro pela culatra". O baile pode ter sido interessante como prestígio para todos os políticos e apoiadores que foram convidados, mas foi um divisor de águas para os indecisos ou que tinham menos prestígio e não foram convidades e se sentiram melindrados ou desprestigiados. E para os inimigos o motivo que faltava para justificar o fim da Monarquia Constitucional.
Na verdade a Monarquia já estava políticamente enfraquecida, e havia necessidade apenas de um pretexto significante perante a opinião pública, para colocar um fim no regime Monarquico Constitucional e iniciar a era Republicana.


Como foi o Baile


Em torno de 3 a 5 mil pessoas participaram do baile, que foi até o amanhecer. A ilha estava taõ cheia, que não era possivel que todos os convidados entrassem no palacete ao mesmo tempo. Muitos ficaram apenas de fora a circular pela Ilha. Mas a comida e bebida era farta, requintada e foi servida à todas.
Duas orquestras tocaram por toda a noite enquanto os convidados dançavama e perambulavam pela ilha. O som das orquestras preenchiam todos os ambientes, inclusive ao ar livre, provavelmente e certamente o local onde a maioria dos convidados circulavam e dançavam.
A Ilha foi especialmente decorada e iluminada, vários e inúmeros móveis foram especialmente trazidos para festa, principalmente para decorar e ambientar os salões mais reservados ao Imperador e Princesa Isabel, mas o conforto foi proporcionado por toda a Ilha.
Quanto ao serviço foi luxuoso, e muitos pratos exóticos e requintados foram servidos.

 Os convites entregues ao convidados também eram luxuosos e carregavam ostentação desnecessária, mas talvez usual para a época ou para o tipo de evento a que os organizadores se propunham.



As Cenas do Baile e Quadro com Alegoria de Mudança do Regime
A pintura acima mostra o baile, com convidados vestidos à rigor e a Ilha iluminada durante a festa que só terminou ao amanhecer

Acima, a principal parte do quadro de Francisco Figueiredo, cujo original se encontra no Museu Histórico Nacional, mas uma cópia se encontra emoldurada em um dos salões do palacete da Ilha Fiscal. O quadro retrata o belo e faustoso baile organizado no local.
Dom Pedro II e a Familia Real aparecem à direita, em torno do qual as pessoas se aglutinam, porém deixando um espaço vazio diante dele, e tendo perto, imediatamente ao lado os oficiais do Encouraçado Almirante Cochrane. D.Pedro é o homem de babas longas, cuja face aparece bem iluminda.
Este quadro também tem particularidades interessantes. Salvo engano começou a ser pintado antes da proclamação da república, e o que talvez devesse ser apenas uma representação do baile, acabou incorporando alegorias que aparecem na parte superior do quadro, talvez feita ao final do trabalho.
Amplie a imagem para ver o quadro em sua totalidade, e voce poderá observar que, entre as nuvens uma mulher caminha com a bandeira do Brasil à frente do que seriam os republicanos representando a chegada da república. Do outro lado a representação do Regime Monarquico Parlamentar.
A mulher que segura a bandeira, seria uma alusão à Marianne, uma figura alegórica que representa a República Francesa, que apareceu em um famoso quadro de Delacroix chamado "A Liberdade guiando o povo".
Esta figura, de forma alegórica, passou a representar a república de um modo geral, existindo inclusive estátuas representando "Marianne" em um salão do Palácio Tiradentes, erguido no início do Século 20 no Rio de Janeiro, antiga sede da Camara dos Deputados e onde os Presidentes da República tomavam posse.
Acrescentando esta alegoria, talvez o pintor tenha se livrado de parecer partidário do Império ou de fazer apologia da Monarquia, e assim teve seu quadro aceito sem o risco de te-lo retalhado aos pedaços.
Reunião no Clube Militar enquanto o baile se realizava
No mesmo dia, ao entardecer, enquanto os convidados elegantemente trajados chegavam para o baile, no Clube Militar, o tenente-coronel Benjamin Constant, presidia uma reunião com os republicanos para articular o fim e queda da monarquia.
A Proclamação da República e o fim da Monarquia Constitucional aconteceu 6 dias após o baile
E assim, decorridos seis dias do baile, no dia 15 de Novembro de 1889, a República foi Proclamada dando início à uma nova era no Brasil. A proclamação da República naquela época, foi feita por meios revolucionários, não tendo existido uma transição absolutamente legal quanto à mudança da constituição.
A mudança, sob a ótica social, era necessária em função dos novos tempos, novos anseios e amadurecimento da nação. Embora a Monarquia fosse contitucional, a participação política e influência da população era restrita, e o sistema era considerado elitista. De certo modo a influência política era indexada à posse de bens ou posição social hereditária ou nobreza por descendência ou mercê régia (nobreza conferida pela Monarquia). E questionava-se a legitimidade de um lider máximo advinda de título de nobreza hereditária e não por méritos pessoais. A idéia da Monarquia não era mais amplamente sustentável diante das novas visões políticas e filosóficas.
Além de outros fatores, pesava o fato de Pedro II ter como legítima herdeira ao trono a Princesa Isabel casada com um Conde Francês, e na época, a figura e influência de um principe consorte estrangeiro também incomodava. Na verdade o questionamento era mais voltado contra a legitimidade da Monarquia e sua continuação. Quanto à legitimidade de Pedro II como lider, este não era o alvo de críticas, já que era popular, respeitado e tido como uma pessoa integra.
Após uma série de fatos, o Brasil entrou em uma nova era, com a proclamação da República. Após ser formalmente comunicado pelos militares, o Imperador Pedro II foi exilado e deixou o Brasil com sua família indo para a Europa.
Entretanto o Brasil ainda assim pode se sentir um pais privilegiado de ter tido como ultimo governante do regime Monarquico Constitucional, Pedro II, um homem de visão progressista e aberta para o futuro. Em outras palavras, seu legado foi uma estrada pavimentada em direção à um futuro próspero para o pais.
Embora o fim da Monarquia Constitucional fosse inevitável, existe a crítica quanto ao processo como aconteceu. 

Muitos homens de bem consideram a deposição de D.Pedro II uma grande deslealdade para uma figura que sempre honrou o Brasil, promovendo desenvolvimento e sua defesa. Alegam que, mais justo seria que existisse uma transição. Que a transição para a República fosse feita em decorrência da morte de D.Pedro II, que já se encontrava em idade avançada, transição esta que poderia ser feita de forma políticamente negociada ou não. 
Mas estes são meros comentários acerca da história. Entretanto com o decorrer dos anos, existiu uma consciência quanto à importância da figura de D.Pedro II, que recebeu novamente seu reconhecimento por parte dos governos que se sucederam através de inúmeras homenagens.
O baile pode ter sido interessante como prestígio para todos os políticos e apoiadores que foram convidados, mas foi um divisor de águas para os indecisos ou que tinham menos prestígio e não foram convidades e se sentiram melindrados ou desprestigiados. E para os inimigos o motivo que faltava para justificar o fim da Monarquia Constitucional.
Na verdade a Monarquia já estava políticamente enfraquecida, e havia necessidade apenas de um pretexto significante perante a opinião pública, para colocar um fim no regime Monarquico Constitucional e iniciar a era Republicana.



Como foi o Baile


Em torno de 3 a 5 mil pessoas participaram do baile, que foi até o amanhecer. A ilha estava taõ cheia, que não era possivel que todos os convidados entrassem no palacete ao mesmo tempo. Muitos ficaram apenas de fora a circular pela Ilha. Mas a comida e bebida era farta, requintada e foi servida à todas.
Duas orquestras tocaram por toda a noite enquanto os convidados dançavama e perambulavam pela ilha. O som das orquestras preenchiam todos os ambientes, inclusive ao ar livre, provavelmente e certamente o local onde a maioria dos convidados circulavam e dançavam.
A Ilha foi especialmente decorada e iluminada, vários e inúmeros móveis foram especialmente trazidos para festa, principalmente para decorar e ambientar os salões mais reservados ao Imperador e Princesa Isabel, mas o conforto foi proporcionado por toda a Ilha.
Quanto ao serviço foi luxuoso, e muitos pratos exóticos e requintados foram servidos.

 Os convites entregues ao convidados também eram luxuosos e carregavam ostentação desnecessária, mas talvez usual para a época ou para o tipo de evento a que os organizadores se propunham.




Acima, a principal parte do quadro de Francisco Figueiredo, cujo original se encontra no Museu Histórico Nacional, mas uma cópia se encontra emoldurada em um dos salões do palacete da Ilha Fiscal. 

O quadro retrata o belo e faustoso baile organizado no local.
Dom Pedro II e a Familia Real aparecem à direita, em torno do qual as pessoas se aglutinam, porém deixando um espaço vazio diante dele, e tendo perto, imediatamente ao lado os oficiais do Encouraçado Almirante Cochrane. D.Pedro é o homem de babas longas, cuja face aparece bem iluminda.
Este quadro também tem particularidades interessantes. Salvo engano começou a ser pintado antes da proclamação da república, e o que talvez devesse ser apenas uma representação do baile, acabou incorporando alegorias que aparecem na parte superior do quadro, talvez feita ao final do trabalho.

Amplie a imagem para ver o quadro em sua totalidade, e voce poderá observar que, entre as nuvens uma mulher caminha com a bandeira do Brasil à frente do que seriam os republicanos representando a chegada da república. Do outro lado a representação do Regime Monarquico Parlamentar.

A mulher que segura a bandeira, seria uma alusão à Marianne, uma figura alegórica que representa a República Francesa, que apareceu em um famoso quadro de Delacroix chamado "A Liberdade guiando o povo".
Esta figura, de forma alegórica, passou a representar a república de um modo geral, existindo inclusive estátuas representando "Marianne" em um salão do Palácio Tiradentes, erguido no início do Século 20 no Rio de Janeiro, antiga sede da Camara dos Deputados e onde os Presidentes da República tomavam posse.
Acrescentando esta alegoria, talvez o pintor tenha se livrado de parecer partidário do Império ou de fazer apologia da Monarquia, e assim teve seu quadro aceito sem o risco de te-lo retalhado aos pedaços.

Reunião no Clube Militar enquanto o baile se realizava
No mesmo dia, ao entardecer, enquanto os convidados elegantemente trajados chegavam para o baile, no Clube Militar, o tenente-coronel Benjamin Constant, presidia uma reunião com os republicanos para articular o fim e queda da monarquia.
A Proclamação da República e o fim da Monarquia Constitucional aconteceu 6 dias após o baile
E assim, decorridos seis dias do baile, no dia 15 de Novembro de 1889, a República foi Proclamada dando início à uma nova era no Brasil. A proclamação da República naquela época, foi feita por meios revolucionários, não tendo existido uma transição absolutamente legal quanto à mudança da constituição.
A mudança, sob a ótica social, era necessária em função dos novos tempos, novos anseios e amadurecimento da nação. Embora a Monarquia fosse contitucional, a participação política e influência da população era restrita, e o sistema era considerado elitista. De certo modo a influência política era indexada à posse de bens ou posição social hereditária ou nobreza por descendência ou mercê régia (nobreza conferida pela Monarquia). E questionava-se a legitimidade de um lider máximo advinda de título de nobreza hereditária e não por méritos pessoais. A idéia da Monarquia não era mais amplamente sustentável diante das novas visões políticas e filosóficas.
Além de outros fatores, pesava o fato de Pedro II ter como legítima herdeira ao trono a Princesa Isabel casada com um Conde Francês, e na época, a figura e influência de um principe consorte estrangeiro também incomodava. Na verdade o questionamento era mais voltado contra a legitimidade da Monarquia e sua continuação. Quanto à legitimidade de Pedro II como lider, este não era o alvo de críticas, já que era popular, respeitado e tido como uma pessoa integra.
Após uma série de fatos, o Brasil entrou em uma nova era, com a proclamação da República. Após ser formalmente comunicado pelos militares, o Imperador Pedro II foi exilado e deixou o Brasil com sua família indo para a Europa.

Entretanto o Brasil ainda assim pode se sentir um pais privilegiado de ter tido como ultimo governante do regime Monarquico Constitucional, Pedro II, um homem de visão progressista e aberta para o futuro. Em outras palavras, seu legado foi uma estrada pavimentada em direção à um futuro próspero para o pais.
Embora o fim da Monarquia Constitucional fosse inevitável, existe a crítica quanto ao processo como aconteceu. 

Muitos homens de bem consideram a deposição de D.Pedro II uma grande deslealdade para uma figura que sempre honrou o Brasil, promovendo desenvolvimento e sua defesa. Alegam que, mais justo seria que existisse uma transição. Que a transição para a República fosse feita em decorrência da morte de D.Pedro II, que já se encontrava em idade avançada, transição esta que poderia ser feita de forma políticamente negociada ou não. Mas estes são meros comentários acerca da história. 

Com o decorrer dos anos, existiu uma consciência quanto à importância da figura de D.Pedro II, que recebeu novamente seu reconhecimento por parte dos governos que se sucederam através de inúmeras homenagens."

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

OBLIVIATE

Na saga "Harry Potter",o Feitiço da Memória (Memory Charm) é utilizado para modificar a memória da pessoa atingida,especialmente se ela está confusa por ter presenciado algo mágico. Sua fórmula é OBLIVIATE
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O que significa a palavra "oblivio"?
Representa o esquecimento total de uma cena, de uma situação.
Um feitiço da memória com esquecimento total seria perfeito porque nem sempre o tempo apaga as marcas,mas as novidades e a roda da vida podem tornam o passado oblívio.
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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

2 de novembro -Dia de Finados

Todos são iguais perante a morte 

"Não fala com pobre, não dá mão a preto

Não carrega embrulho

Pra que tanta pose, doutor

Pra que esse orgulho?

A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca A vaidade é assim, põe o bobo no alto E retira a escada Mas fica por perto esperando sentada Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal Todo mundo é igual quando a vida termina Com terra em cima e na horizontal" A banca do distinto”, samba de Billy Blanco 



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Tradição do dia de finados no México 
No México,o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena que honra os falecidos no dia 2 de novembro,coincidindo com as tradições católicas. E é uma das festas mais animadas da cultura local porque, segundo diz a lenda popular, mortos vêm visitar seus queridos.
As comemorações geram divisas, trazem turistas e atingem até o paladar:as caveirinhas de açúcar são as preferidas das crianças e bolos e comidas especiais são degustados nos cemitérios.

Na cultura popular mexicana,La Catrina é a representação bem humorada de uma dama da alta sociedade.Catrina é o feminino de catrin, que significa homem elegante em espanhol ,figura que se reporta às expressões pré-colombianas de luto.
O esqueleto usa um chapéu elegante, representando a alta burguesia do início do século XX e mostra que, na morte, as classes sociais se igualam.
La Calavera de la Catrina 


É a Aí está a famosa obra de José Guadalupe Posada (1852-1913), água-forte sobre zinco, que faz parte de uma série


 de calaveras (caveiras). 
Manuel Marilia ,artista plástico mexicano,foi o precursor das representações humorísticas de esqueletos,que eram acompanhadas por poemas.











Origem do Dia de Finados na Igreja Católica
Desde o século II-visitando os túmulos dos mártires- as pessoas já homenageavam seus mortos queridos. Há um registro sobre o Abade de Cluny,futuro Santo Odilon que pedia aos monges que orassem pelos que morreram. A partir do século V, a Igreja passou a dedicar um dia especial do ano quando eram feitas rezas por defuntos desconhecidos e esquecidos:a doutrina Católica Romana estabeleceu que uma pessoa morta não vai diretamente para o céu ou inferno,mas para um estado de purgação dos pecados chamado Purgatório. Qualquer que tenha sido o comportamento do de cujus,mesmo tendo sido o mais perfeito dos mortais,precisava passar após a morte pelo funil do sofrimento,sendo liberado depois de oferecimento de contribuição financeira para a Igreja ou orações. Com todo respeito,isso a as "indulgências' nada mais seriam que a versão precursora das “caixinhas”?


Os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015),passaram a obrigar a comunidade católica a dedicar um dia aos mortos. No século XIII o dia 2 de novembro ficou fixado,porque a véspera é a Festa de Todos osSantos.

No interessante blog de Leonor SMMC uma portuguesa amiga da nossa terra, (afresquinha.blogspot.com) que recomendo pelo seu belo conteúdo , entre outras preciosidades,encontrei material publicado no número 151 da revista brasileira “Caminhos da Terra”(Editora Peixes). 
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'Noite dos Mortos é uma das mais tradicionais e alegres festas do México. Envolve todo o país, e não há mexicano que não dedique uma oferenda ou um trago de tequila a uma alma querida nessa primeira noite de Novembro. 
Ao lado, um jovem de bigodes fartos recita poesia em voz alta sem se importar com uma família concentrada em orações junto a uma grande imagem da Virgem de Guadalupe. Caminhar entre os túmulos é uma aventura.’
Querendo entender os mistérios que movimentam multidões para esse carnaval fúnebre, chego a Tzintzuntzan, a grande capital dos índios purépchas no século 15, na região de Michoacán, em plena noite de 31 de outubro. Impressionado, imagino que inverteram o céu e a Terra. Tantas são as velas acesas, que parece ser muito mais do que todas as estrelas do universo. Cruzo o portal do antigo cemitério, decorado com flores amarelas e papéis de todas as cores, e me sinto como se estivesse sonhando.
Por entre os túmulos, iluminados por essa constelação de velas, passam por mim correndo crianças vestidas de caveiras, enquanto velhas senhoras riem transbordando felicidade. Grupos de homens com sombreros brindam com estardalhaço suas garrafas de tequila." 





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