terça-feira, 21 de novembro de 2017

domingo, 19 de novembro de 2017

20 de novembro-- Zumbi dos Palmares

 


 

A Terra Prometida

   No vigésimo dia de novembro festeja-se o Dia da Consciência Negra.
 A data tem grande significado para a comunidade afro-brasileira 
que considera Zumbi dos Palmares um herói e símbolo de liberdade.




Zumbi







A partir de 1630,as invasões holandesas

no nordeste facilitaram bastante a fuga

de negros que.buscando uma " terra prometida" e aqueles que fugiam do trabalho escravo, fundaram

na Serra da Barriga (onde hoje se

localizam Pernambuco e Bahia)o Quilombo dos

Palmares.
Quilombos eram refúgios para os





que conseguiam se desvencilhar da tirania dos senhores e sinhás





e o de Palmares rapidamente atingiu uma população de 3 mil habitantes.


A organização seguia um modelo que-no futuro- seria o mesmo adotado no

regime republicano brasileiro.






Sempre atacados pelas milícias e exército,os habitantes se suprindo do que a terra lhes oferecia.

A proteção, igualmente, era excercida pelos quilombolas.
*********
 



Em 1644 ,rechaçaram uma tentativa de invasão, assim como tinham conseguido

manter uma razoável distância dos portugueses.




Zumbi, neto da princesa africana Aqualtune,nasceu em 1665 e, aprisionado

ainda criança ,passou a "pertencer "ao padre jesuíta António Melo,que o batizou

com o nome de Francisco.




Zumbi/Francisco estudou português e latim e ajudava nas missas, como coroinha.




1670


Com 15 anos, Zumbi fugiu e regressou a Palmares ,agora com cerca

de 30 mil habitantes e sob a chefia de Ganga Zumba,seu tio pela família materna.




1675




Lutando contra mais uma investida (dos soldados portugueses

comandados pelo Sargento Manuel Lopes)a um mocambo de cerca

de mil choupanas,Zumbi se mostrou grande estrategista militar.

Com apenas vinte anos de idade, chefia o contra ataque.




Palmares, ja com 200 quilômetros de extensão tornara-se

uma república com onze mocambos e muros de madeira,como

as cidades européias medievais(que usavam pedras na proteção).


A Cerca do Macaco,na Serra da Barriga,


era uma espécie de “capital “ do Quilombo

Tinha ruas largas, cerca de 1500 choupanas e oito mil habitantes
1678 -Pedro de Almeida, governador da capitania de Pernambuco, 
percebeu que o Quilombo dos Palmares poderia ser economicamente
 viável-já assegurada o que hoje chamamos de sustentabilidade,
Os habitantes faziam vassouras,esteiras,cestos,leques,vestimentas,
plantavam mandioca,milho,feijão e cana de açúcar.
O governador propôs ao chefe Ganga Zumba a paz e a alforria para 
todos os quilombolas de Palmares,situação aceita contra a vontade de Zumbi.
que não admitia que os negros tivessm que abrir mão de suas 
tradições e cultura e exigia que os demais também fosssem agraciados.
1680:
Zumbi assumiu o lugar de Ganga Zumba em Palmares e comanda a 
resistência contra as tropas portuguesas. 
Ganga Zumba more por envenenamento.
1694:
Domingos Jorge Velho e Bernardo Vieira de Melo comandam 
o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares e local do nascimento de Zumbi.
1695-20 de Novembro: Zumbi ,traído e denunciado por um antigo
 companheiro, é localizado, preso e degolado aos 40 anos de idade.
Zumbí ou "Eis o Espírito", virou um ícone e sua imagem foi usada pelos 
abolicionistas como exemplo de herói e mártir.
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Obra de Da Vinci vai a leilão dia 15 de novembro


Salvator Mundi por Leonardo da Vinci


Salvator Mundi (ca. 1500) 

da Wikipedia

O quadro (65,6 x 45,5 cm) Salvator Mundi de Leonardo da Vinci é o último quadro conhecido do pintor que permanece em coleção privada.
A obra além de ser de um dos maiores gênios da humanidade,possui uma trajetória misteriosa e controvérsia.
A descoberta da obra de arte, intitulada “Salvator Mundi”, datada de meados de 1500, representa a figura de Cristo. A última vez que um quadro foi atribuído a Leonardo da Vinci foi em 1909 com a obra de arte “Benois Madonna”, exposta, atualmente, no Museu Hermitage em São Petersburgo, na Rússia. No entanto "Salvator Mundi" só foi realmente creditada a Leonardo apenas em 2010.
Acredita-se que o quadro fora feito para o rei francês Louis XII,apesar de o quadro constar apenas nos registros do rei inglês Charles I .
O quadro seguiu na coleção da realeza até ser leiloado no século XVIII,leilão do qual não se tem muitos registros.
A obra ficou longe dos holofotes até ressurgir no início do século XX, quando foi comprada para a coleção Cook por Sir Charles Robinson, como um trabalho de Bernardino Luini, um seguidor de Da Vinci.Com a autoria bastante questionada,o quadro acabou sendo vendido num leilão da Sotheby's em 1958 por 45 libras (perto de 55 euros),ficando,novamente,um longo período desaparecida.
O quadro ressurgiria apenas em 2010, quando finalmente teve sua autenticidade confirmada por especialistas em Da Vinci,dentre eles os italianos Pietro Marani e Maria Teresa Fiorio,que realizaram detalhadas análises com raios x nos laboratórios do National Gallery de Londres,e perceberam camadas inferiores,retoques e detalhes rejeitados,características comuns nas obras do pintor.
N
o mesmo ano, o "Salvator Mundi" foi vendido pela Sotheby's por US$ 80 milhões ao investidor suíço Yves Bouvier, que então revendeu a obra a Rybolovlev por US$ 127 milhões.
Atualmente o quadro ainda pertence ao bilionário russo Dmitry Rybolovlev e irá a leilão em 15 de novembro de 2017.
O público espera que a obra seja arrematada por algum museu,para que a visita ao "Salvator Mundi" seja possível,assim como a célebre Monalisa.


sábado, 11 de novembro de 2017

Mario Quintana



Todos esses que aí estão atravancando meu caminho, eles passarão... eu passarinho!"
Mario de Miranda Quintana, assim mesmo - sem acentuação - como gostava de frisar, nasceu em 30.07.1906 em Alegrete (RS) e morreu em Porto Alegre em 05.05.1994.

Filho do farmacêutico Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda Quintana, trabalhou com o pai na manipulação de medicamentos o que o fez trazer para seus poemas a noção de medida exata.
Foi jornalista a vida inteira, escritor e poeta da segunda geração do Movimento Modernista, autor de livros e poesias para crianças.

Traduziu cerca de 130 livros, entre eles obras de Charles Morgan, Virginia Woolf, Rosamund Lehman, Proust, Aldous Huxley, Balzac, Giovanni Papini, Joseph Conrad, Lin Yutang, Marcel Proust, Merimée, Somerset Maughan e Voltaire .Estudou no Colégio Militar de Porto Alegre entre 1919 e 1924 e colaborou na revista Hyloa, editada pelos alunos.O primeiro trabalho fora de casa foi cuidar da seção de literatura estrangeira da LIvraria Globo.

A família Quintana, totalmente francófila, enquanto conspirava contra o governo só falava francês para despistar os empregados. Mario alistou-se como voluntário do Sétimo Batalhão de Caçadores de Porto Alegre, em 1930, na tomada de governo por Getúlio Vargas. Também ele amarrou cavalo no Obelisco e morou no Rio durante seis meses.Depois, voltou para Porto Alegre e de lá nunca mais saiu.

"AVISO PARA TURISTAS:Viajar é mudar o cenário de nossa solidão"
Logo começaram as colaborações na imprensa gaúcha: (O Estado do Rio Grande, Correio do Povo e Revista Globo)

Em, 1940, saiu seu primeiro livro: "A Rua dos Cataventos", 35 poemas que surpreenderam o mundo cultural brasileiro, pelo conteúdo que incluía haicais e epigramas e pela transgressão de todas as formas e regras de rima e metro.Este livro e mais Sapato Florido (1948), O Aprendiz de Feiticeiro (1950 ) e Espelho Mágico (1951) são considerados o melhor de sua produção, que ia do intimismo às divagações surrealistas, com lirismo e bom humor.
Mario Quintana rebateu com suas equações concretistas a militância combativa da geração de 1945, tornando-se próximo de Manuel Bandeira, Cecília Meireles e do conterrâneo Érico Veríssimo.No Correio do Povo, contratado por Breno Caldas, dono do jornal, tinha total autonomia para produzir, não podia ser repreendido nem interrompido e não tinha horário a cumprir.Em junho de 1953, estreou, no mesmo jornal, seu "Caderno H" - ali, segundo um crítico, "gerações de gaúchos aprenderam a ler".

"Linha Curva: O caminho mais agradável entre dois pontos."
Manuel Bandeira, que não conseguia definir o estilo do amigo (provérbios? máximas? aforismos?) escreveu:
Meu Quintana, os teus cantares"Não são, Quintana, cantares:São, Quintana, quintanares,Quinta essência de cantares...Insólitos, singulares..Cantares? Não! Quintanares!"
"Quintanares", acabou virando título de um livro de Quintana, publicado em 1976
.Três vezes derrotado nas eleições da Academia Brasileira de Letras, com muito bom humor, escreveu o "Poeminha do Contra", que inicia esta mini biografia.

"O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso".
Como um eremita urbano, Mario Quintana nunca teve pouso próprio.
Sempre morou em hotéis, ficando no famoso Hotel Majestic no centro Velho de Porto Alegre, até que o imóvel foi fechado e vendido. Enquanto o poeta ainda vivia o prédio foi foi tombado, reformado e transformado em Casa de Cultura Mario Quintana.

Escreveu ali até poucas horas antes de morrer e costumava vagar pelo local constantemente.
O jogador de futebol Falcão o acolheu durante seus últimos anos

O governo do estado do Rio Grande do Sul,através do decreto 43.810, de 24 de maio de 2005 fez de 2006 o "Ano do Centenário de Mario Quintana".Os Correios também prestaram-lhe homenagem, colocando sua efígie nos selos de oitenta centavos de real.
Como no poema de Fernando Pessoa, colega português no gênio e na solidão, entre a data de nascimento e a da morte todos os dias foram dele.
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domingo, 5 de novembro de 2017

O Baile da Ilha Fiscal- 9/11/1889


Do site "Rio de Janeiro Hoje"



'O Ultimo Baile do Império e o Fim da Monarquia Constitucional e Parlamentar

"Assim como ficou conhecido, o Baile da Ilha Fiscal foi organizado com requinte, e segundo alguns críticos com muita pompa e excentricidade, o que serviu como o derradeiro pretexto para o fim da Monarquia Constitucional Parlamentarista e Proclamação da República. E de fato a Proclamação da República Brasileira, ocorreu no dia 15 de mesmo mês, apenas 6 dias após o baile.
O motivo alegado para o baile era diplomacia envolvendo uma homenagem aos oficiais do navio chileno "Almirante Cochrane".

Entretanto, alguns interpretam também como se o Baile fosse uma demonstração de força ou tentativa de promover e revigorar o regime Monarquico, que ainda tinha bastante apoio popular, mas encontrava crescente e forte oposição política, embora dentro do parlamento o Governo tinha maioria.

A oposição vinha de setores tidos tanto como progressistas como também de setores retrógrados e reacionários. Existia a insatisfação nos circulos militares nacionalistas e progressistas, e também oposição por parte de politicos Republicanos. Existia também a perda de prestígio do Imperador devido à abolição da escravatura em 1888, e assim os setores que eram contrários à abolição da escravatura se voltaram contra a Monarquia.


Exposição de objetos sobre o Baile
Existe uma exposição permanente em uma das alas do palacete da Ilha Fiscal, que trata do "Ultimo Baile do Império", onde estão expostas algumas peças de vestuário, objetos decorativos utilizados e inclusive o convite original para festa.

 *****
Dom Pedro II e Imagem do Governo
Por sua vez, o Imperador Pedro II era tido como um homem extremamente culto, interessado no progresso do Brasil. Dizem que ele próprio se considerava um cientista, e alguns também o consideram um homem que foi muito interessado nos avanços tecnológicos da época e trouxe estes avanços para o Brasil. Além do mais, Pedro II era um homem que realmente gostava do Brasil, tinha uma visão de progresso e preocupação com a defesa e autonomia do pais. Durante seu governo, se preocupou com as defesas da capital reequipando e aumentando o poder defensivo de fortalezas como o Fortaleza de São João e Fortaleza de Santa Cruz entre outras.


Pedro II era tido como um Rei popular, e regularmente concedia audiência para cidadãos comuns. Muitos politicos e apoiadores apostavam em sua continuidade e no regime Monarquico Constitucional. 

E talvez para promover a Monarquia, apostaram neste baile, que na verdade foi uma aposta totalmente errada, dando pano para as mangas dos opositores. Como se diz popularmente, o resultado no balanço geral foi "um tiro pela culatra".


BAILE DA ILHA FISCAL óleo sobre tela de Francisco Figueiredo,  Acervo do Museu Histórico Nacional)

'O Ultimo Baile do Império e o Fim da Monarquia Constitucional e Parlamentar
Assim como ficou conhecido, o Baile da Ilha Fiscal foi organizado com requinte, e segundo alguns críticos com muita pompa e excentricidade, o que serviu como o derradeiro pretexto para o fim da Monarquia Constitucional Parlamentarista e Proclamação da República. E de fato a Proclamação da República Brasileira, ocorreu no dia 15 de mesmo mês, apenas 6 dias após o baile.
O motivo alegado para o baile era diplomacia envolvendo uma homenagem aos oficiais do navio chileno "Almirante Cochrane".

Entretanto, alguns interpretam também como se o Baile fosse uma demonstração de força ou tentativa de promover e revigorar o regime Monarquico, que ainda tinha bastante apoio popular, mas encontrava crescente e forte oposição política, embora dentro do parlamento o Governo tinha maioria.

A oposição vinha de setores tidos tanto como progressistas como também de setores retrógrados e reacionários. Existia a insatisfação nos circulos militares nacionalistas e progressistas, e também oposição por parte de politicos Republicanos. Existia também a perda de prestígio do Imperador devido à abolição da escravatura em 1888, e assim os setores que eram contrários à abolição da escravatura se voltaram contra a Monarquia.

Exposição de objetos sobre o Baile
Existe uma exposição permanente em uma das alas do palacete da Ilha Fiscal, que trata do "Ultimo Baile do Império", onde estão expostas algumas peças de vestuário, objetos decorativos utilizados e inclusive o convite original para festa.

 *****
Dom Pedro II e Imagem do Governo
Por sua vez, o Imperador Pedro II era tido como um homem extremamente culto, interessado no progresso do Brasil. Dizem que ele próprio se considerava um cientista, e alguns também o consideram um homem que foi muito interessado nos avanços tecnológicos da época e trouxe estes avanços para o Brasil. Além do mais, Pedro II era um homem que realmente gostava do Brasil, tinha uma visão de progresso e preocupação com a defesa e autonomia do pais. Durante seu governo, se preocupou com as defesas da capital reequipando e aumentando o poder defensivo de fortalezas como o Fortaleza de São João e Fortaleza de Santa Cruz entre outras.
Pedro II era tido como um Rei popular, e regularmente concedia audiência para cidadãos comuns. Muitos politicos e apoiadores apostavam em sua continuidade e no regime Monarquico Constitucional. E talvez para promover a Monarquia, apostaram neste baile, que na verdade foi uma aposta totalmente errada, dando pano para as mangas dos opositores. Como se diz popularmente, o resultado no balanço geral foi "um tiro pela culatra". O baile pode ter sido interessante como prestígio para todos os políticos e apoiadores que foram convidados, mas foi um divisor de águas para os indecisos ou que tinham menos prestígio e não foram convidades e se sentiram melindrados ou desprestigiados. E para os inimigos o motivo que faltava para justificar o fim da Monarquia Constitucional.
Na verdade a Monarquia já estava políticamente enfraquecida, e havia necessidade apenas de um pretexto significante perante a opinião pública, para colocar um fim no regime Monarquico Constitucional e iniciar a era Republicana.


Como foi o Baile


Em torno de 3 a 5 mil pessoas participaram do baile, que foi até o amanhecer. A ilha estava taõ cheia, que não era possivel que todos os convidados entrassem no palacete ao mesmo tempo. Muitos ficaram apenas de fora a circular pela Ilha. Mas a comida e bebida era farta, requintada e foi servida à todas.
Duas orquestras tocaram por toda a noite enquanto os convidados dançavama e perambulavam pela ilha. O som das orquestras preenchiam todos os ambientes, inclusive ao ar livre, provavelmente e certamente o local onde a maioria dos convidados circulavam e dançavam.
A Ilha foi especialmente decorada e iluminada, vários e inúmeros móveis foram especialmente trazidos para festa, principalmente para decorar e ambientar os salões mais reservados ao Imperador e Princesa Isabel, mas o conforto foi proporcionado por toda a Ilha.
Quanto ao serviço foi luxuoso, e muitos pratos exóticos e requintados foram servidos.

 Os convites entregues ao convidados também eram luxuosos e carregavam ostentação desnecessária, mas talvez usual para a época ou para o tipo de evento a que os organizadores se propunham.



As Cenas do Baile e Quadro com Alegoria de Mudança do Regime
A pintura acima mostra o baile, com convidados vestidos à rigor e a Ilha iluminada durante a festa que só terminou ao amanhecer

Acima, a principal parte do quadro de Francisco Figueiredo, cujo original se encontra no Museu Histórico Nacional, mas uma cópia se encontra emoldurada em um dos salões do palacete da Ilha Fiscal. O quadro retrata o belo e faustoso baile organizado no local.
Dom Pedro II e a Familia Real aparecem à direita, em torno do qual as pessoas se aglutinam, porém deixando um espaço vazio diante dele, e tendo perto, imediatamente ao lado os oficiais do Encouraçado Almirante Cochrane. D.Pedro é o homem de babas longas, cuja face aparece bem iluminda.
Este quadro também tem particularidades interessantes. Salvo engano começou a ser pintado antes da proclamação da república, e o que talvez devesse ser apenas uma representação do baile, acabou incorporando alegorias que aparecem na parte superior do quadro, talvez feita ao final do trabalho.
Amplie a imagem para ver o quadro em sua totalidade, e voce poderá observar que, entre as nuvens uma mulher caminha com a bandeira do Brasil à frente do que seriam os republicanos representando a chegada da república. Do outro lado a representação do Regime Monarquico Parlamentar.
A mulher que segura a bandeira, seria uma alusão à Marianne, uma figura alegórica que representa a República Francesa, que apareceu em um famoso quadro de Delacroix chamado "A Liberdade guiando o povo".
Esta figura, de forma alegórica, passou a representar a república de um modo geral, existindo inclusive estátuas representando "Marianne" em um salão do Palácio Tiradentes, erguido no início do Século 20 no Rio de Janeiro, antiga sede da Camara dos Deputados e onde os Presidentes da República tomavam posse.
Acrescentando esta alegoria, talvez o pintor tenha se livrado de parecer partidário do Império ou de fazer apologia da Monarquia, e assim teve seu quadro aceito sem o risco de te-lo retalhado aos pedaços.
Reunião no Clube Militar enquanto o baile se realizava
No mesmo dia, ao entardecer, enquanto os convidados elegantemente trajados chegavam para o baile, no Clube Militar, o tenente-coronel Benjamin Constant, presidia uma reunião com os republicanos para articular o fim e queda da monarquia.
A Proclamação da República e o fim da Monarquia Constitucional aconteceu 6 dias após o baile
E assim, decorridos seis dias do baile, no dia 15 de Novembro de 1889, a República foi Proclamada dando início à uma nova era no Brasil. A proclamação da República naquela época, foi feita por meios revolucionários, não tendo existido uma transição absolutamente legal quanto à mudança da constituição.
A mudança, sob a ótica social, era necessária em função dos novos tempos, novos anseios e amadurecimento da nação. Embora a Monarquia fosse contitucional, a participação política e influência da população era restrita, e o sistema era considerado elitista. De certo modo a influência política era indexada à posse de bens ou posição social hereditária ou nobreza por descendência ou mercê régia (nobreza conferida pela Monarquia). E questionava-se a legitimidade de um lider máximo advinda de título de nobreza hereditária e não por méritos pessoais. A idéia da Monarquia não era mais amplamente sustentável diante das novas visões políticas e filosóficas.
Além de outros fatores, pesava o fato de Pedro II ter como legítima herdeira ao trono a Princesa Isabel casada com um Conde Francês, e na época, a figura e influência de um principe consorte estrangeiro também incomodava. Na verdade o questionamento era mais voltado contra a legitimidade da Monarquia e sua continuação. Quanto à legitimidade de Pedro II como lider, este não era o alvo de críticas, já que era popular, respeitado e tido como uma pessoa integra.
Após uma série de fatos, o Brasil entrou em uma nova era, com a proclamação da República. Após ser formalmente comunicado pelos militares, o Imperador Pedro II foi exilado e deixou o Brasil com sua família indo para a Europa.
Entretanto o Brasil ainda assim pode se sentir um pais privilegiado de ter tido como ultimo governante do regime Monarquico Constitucional, Pedro II, um homem de visão progressista e aberta para o futuro. Em outras palavras, seu legado foi uma estrada pavimentada em direção à um futuro próspero para o pais.
Embora o fim da Monarquia Constitucional fosse inevitável, existe a crítica quanto ao processo como aconteceu. 

Muitos homens de bem consideram a deposição de D.Pedro II uma grande deslealdade para uma figura que sempre honrou o Brasil, promovendo desenvolvimento e sua defesa. Alegam que, mais justo seria que existisse uma transição. Que a transição para a República fosse feita em decorrência da morte de D.Pedro II, que já se encontrava em idade avançada, transição esta que poderia ser feita de forma políticamente negociada ou não. 
Mas estes são meros comentários acerca da história. Entretanto com o decorrer dos anos, existiu uma consciência quanto à importância da figura de D.Pedro II, que recebeu novamente seu reconhecimento por parte dos governos que se sucederam através de inúmeras homenagens.
O baile pode ter sido interessante como prestígio para todos os políticos e apoiadores que foram convidados, mas foi um divisor de águas para os indecisos ou que tinham menos prestígio e não foram convidades e se sentiram melindrados ou desprestigiados. E para os inimigos o motivo que faltava para justificar o fim da Monarquia Constitucional.
Na verdade a Monarquia já estava políticamente enfraquecida, e havia necessidade apenas de um pretexto significante perante a opinião pública, para colocar um fim no regime Monarquico Constitucional e iniciar a era Republicana.



Como foi o Baile


Em torno de 3 a 5 mil pessoas participaram do baile, que foi até o amanhecer. A ilha estava taõ cheia, que não era possivel que todos os convidados entrassem no palacete ao mesmo tempo. Muitos ficaram apenas de fora a circular pela Ilha. Mas a comida e bebida era farta, requintada e foi servida à todas.
Duas orquestras tocaram por toda a noite enquanto os convidados dançavama e perambulavam pela ilha. O som das orquestras preenchiam todos os ambientes, inclusive ao ar livre, provavelmente e certamente o local onde a maioria dos convidados circulavam e dançavam.
A Ilha foi especialmente decorada e iluminada, vários e inúmeros móveis foram especialmente trazidos para festa, principalmente para decorar e ambientar os salões mais reservados ao Imperador e Princesa Isabel, mas o conforto foi proporcionado por toda a Ilha.
Quanto ao serviço foi luxuoso, e muitos pratos exóticos e requintados foram servidos.

 Os convites entregues ao convidados também eram luxuosos e carregavam ostentação desnecessária, mas talvez usual para a época ou para o tipo de evento a que os organizadores se propunham.




Acima, a principal parte do quadro de Francisco Figueiredo, cujo original se encontra no Museu Histórico Nacional, mas uma cópia se encontra emoldurada em um dos salões do palacete da Ilha Fiscal. 

O quadro retrata o belo e faustoso baile organizado no local.
Dom Pedro II e a Familia Real aparecem à direita, em torno do qual as pessoas se aglutinam, porém deixando um espaço vazio diante dele, e tendo perto, imediatamente ao lado os oficiais do Encouraçado Almirante Cochrane. D.Pedro é o homem de babas longas, cuja face aparece bem iluminda.
Este quadro também tem particularidades interessantes. Salvo engano começou a ser pintado antes da proclamação da república, e o que talvez devesse ser apenas uma representação do baile, acabou incorporando alegorias que aparecem na parte superior do quadro, talvez feita ao final do trabalho.

Amplie a imagem para ver o quadro em sua totalidade, e voce poderá observar que, entre as nuvens uma mulher caminha com a bandeira do Brasil à frente do que seriam os republicanos representando a chegada da república. Do outro lado a representação do Regime Monarquico Parlamentar.

A mulher que segura a bandeira, seria uma alusão à Marianne, uma figura alegórica que representa a República Francesa, que apareceu em um famoso quadro de Delacroix chamado "A Liberdade guiando o povo".
Esta figura, de forma alegórica, passou a representar a república de um modo geral, existindo inclusive estátuas representando "Marianne" em um salão do Palácio Tiradentes, erguido no início do Século 20 no Rio de Janeiro, antiga sede da Camara dos Deputados e onde os Presidentes da República tomavam posse.
Acrescentando esta alegoria, talvez o pintor tenha se livrado de parecer partidário do Império ou de fazer apologia da Monarquia, e assim teve seu quadro aceito sem o risco de te-lo retalhado aos pedaços.

Reunião no Clube Militar enquanto o baile se realizava
No mesmo dia, ao entardecer, enquanto os convidados elegantemente trajados chegavam para o baile, no Clube Militar, o tenente-coronel Benjamin Constant, presidia uma reunião com os republicanos para articular o fim e queda da monarquia.
A Proclamação da República e o fim da Monarquia Constitucional aconteceu 6 dias após o baile
E assim, decorridos seis dias do baile, no dia 15 de Novembro de 1889, a República foi Proclamada dando início à uma nova era no Brasil. A proclamação da República naquela época, foi feita por meios revolucionários, não tendo existido uma transição absolutamente legal quanto à mudança da constituição.
A mudança, sob a ótica social, era necessária em função dos novos tempos, novos anseios e amadurecimento da nação. Embora a Monarquia fosse contitucional, a participação política e influência da população era restrita, e o sistema era considerado elitista. De certo modo a influência política era indexada à posse de bens ou posição social hereditária ou nobreza por descendência ou mercê régia (nobreza conferida pela Monarquia). E questionava-se a legitimidade de um lider máximo advinda de título de nobreza hereditária e não por méritos pessoais. A idéia da Monarquia não era mais amplamente sustentável diante das novas visões políticas e filosóficas.
Além de outros fatores, pesava o fato de Pedro II ter como legítima herdeira ao trono a Princesa Isabel casada com um Conde Francês, e na época, a figura e influência de um principe consorte estrangeiro também incomodava. Na verdade o questionamento era mais voltado contra a legitimidade da Monarquia e sua continuação. Quanto à legitimidade de Pedro II como lider, este não era o alvo de críticas, já que era popular, respeitado e tido como uma pessoa integra.
Após uma série de fatos, o Brasil entrou em uma nova era, com a proclamação da República. Após ser formalmente comunicado pelos militares, o Imperador Pedro II foi exilado e deixou o Brasil com sua família indo para a Europa.

Entretanto o Brasil ainda assim pode se sentir um pais privilegiado de ter tido como ultimo governante do regime Monarquico Constitucional, Pedro II, um homem de visão progressista e aberta para o futuro. Em outras palavras, seu legado foi uma estrada pavimentada em direção à um futuro próspero para o pais.
Embora o fim da Monarquia Constitucional fosse inevitável, existe a crítica quanto ao processo como aconteceu. 

Muitos homens de bem consideram a deposição de D.Pedro II uma grande deslealdade para uma figura que sempre honrou o Brasil, promovendo desenvolvimento e sua defesa. Alegam que, mais justo seria que existisse uma transição. Que a transição para a República fosse feita em decorrência da morte de D.Pedro II, que já se encontrava em idade avançada, transição esta que poderia ser feita de forma políticamente negociada ou não. Mas estes são meros comentários acerca da história. 

Com o decorrer dos anos, existiu uma consciência quanto à importância da figura de D.Pedro II, que recebeu novamente seu reconhecimento por parte dos governos que se sucederam através de inúmeras homenagens."

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

OBLIVIATE

Na saga "Harry Potter",o Feitiço da Memória (Memory Charm) é utilizado para modificar a memória da pessoa atingida,especialmente se ela está confusa por ter presenciado algo mágico. Sua fórmula é OBLIVIATE
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O que significa a palavra "oblivio"?
Representa o esquecimento total de uma cena, de uma situação.
Um feitiço da memória com esquecimento total seria perfeito porque nem sempre o tempo apaga as marcas,mas as novidades e a roda da vida podem tornam o passado oblívio.
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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

2 de novembro -Dia de Finados

Todos são iguais perante a morte 

"Não fala com pobre, não dá mão a preto

Não carrega embrulho

Pra que tanta pose, doutor

Pra que esse orgulho?

A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca A vaidade é assim, põe o bobo no alto E retira a escada Mas fica por perto esperando sentada Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal Todo mundo é igual quando a vida termina Com terra em cima e na horizontal" A banca do distinto”, samba de Billy Blanco 



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Tradição do dia de finados no México 
No México,o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena que honra os falecidos no dia 2 de novembro,coincidindo com as tradições católicas. E é uma das festas mais animadas da cultura local porque, segundo diz a lenda popular, mortos vêm visitar seus queridos.
As comemorações geram divisas, trazem turistas e atingem até o paladar:as caveirinhas de açúcar são as preferidas das crianças e bolos e comidas especiais são degustados nos cemitérios.

Na cultura popular mexicana,La Catrina é a representação bem humorada de uma dama da alta sociedade.Catrina é o feminino de catrin, que significa homem elegante em espanhol ,figura que se reporta às expressões pré-colombianas de luto.
O esqueleto usa um chapéu elegante, representando a alta burguesia do início do século XX e mostra que, na morte, as classes sociais se igualam.
La Calavera de la Catrina 


É a Aí está a famosa obra de José Guadalupe Posada (1852-1913), água-forte sobre zinco, que faz parte de uma série


 de calaveras (caveiras). 
Manuel Marilia ,artista plástico mexicano,foi o precursor das representações humorísticas de esqueletos,que eram acompanhadas por poemas.











Origem do Dia de Finados na Igreja Católica
Desde o século II-visitando os túmulos dos mártires- as pessoas já homenageavam seus mortos queridos. Há um registro sobre o Abade de Cluny,futuro Santo Odilon que pedia aos monges que orassem pelos que morreram. A partir do século V, a Igreja passou a dedicar um dia especial do ano quando eram feitas rezas por defuntos desconhecidos e esquecidos:a doutrina Católica Romana estabeleceu que uma pessoa morta não vai diretamente para o céu ou inferno,mas para um estado de purgação dos pecados chamado Purgatório. Qualquer que tenha sido o comportamento do de cujus,mesmo tendo sido o mais perfeito dos mortais,precisava passar após a morte pelo funil do sofrimento,sendo liberado depois de oferecimento de contribuição financeira para a Igreja ou orações. Com todo respeito,isso a as "indulgências' nada mais seriam que a versão precursora das “caixinhas”?


Os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015),passaram a obrigar a comunidade católica a dedicar um dia aos mortos. No século XIII o dia 2 de novembro ficou fixado,porque a véspera é a Festa de Todos osSantos.

No interessante blog de Leonor SMMC uma portuguesa amiga da nossa terra, (afresquinha.blogspot.com) que recomendo pelo seu belo conteúdo , entre outras preciosidades,encontrei material publicado no número 151 da revista brasileira “Caminhos da Terra”(Editora Peixes). 
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'Noite dos Mortos é uma das mais tradicionais e alegres festas do México. Envolve todo o país, e não há mexicano que não dedique uma oferenda ou um trago de tequila a uma alma querida nessa primeira noite de Novembro. 
Ao lado, um jovem de bigodes fartos recita poesia em voz alta sem se importar com uma família concentrada em orações junto a uma grande imagem da Virgem de Guadalupe. Caminhar entre os túmulos é uma aventura.’
Querendo entender os mistérios que movimentam multidões para esse carnaval fúnebre, chego a Tzintzuntzan, a grande capital dos índios purépchas no século 15, na região de Michoacán, em plena noite de 31 de outubro. Impressionado, imagino que inverteram o céu e a Terra. Tantas são as velas acesas, que parece ser muito mais do que todas as estrelas do universo. Cruzo o portal do antigo cemitério, decorado com flores amarelas e papéis de todas as cores, e me sinto como se estivesse sonhando.
Por entre os túmulos, iluminados por essa constelação de velas, passam por mim correndo crianças vestidas de caveiras, enquanto velhas senhoras riem transbordando felicidade. Grupos de homens com sombreros brindam com estardalhaço suas garrafas de tequila." 





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sábado, 28 de outubro de 2017

500 Anos da Reforma Luterana




 
31 de outubro de 1517- Publicação de  95 propostas de Martinho Lutero  na porta da Igreja do Castelo de Wartburg- onde estava escondido ,  contra diversos postulados da doutrina da Igreja Católica Romana.

Foi o ponto de partida para uma reforma em profundidade ,apoiada tanto por religiosos europeus como pelos  governantes da Alemanha,Suíça,Países Baixos,Reino Unido,Escandinávia,Países Bálticos e Hungria.
A Reforma Protestante diividiu  a chamada   Igreja do Ocidente entre  católicos romanosreformados ou protestantes, originando-se o protestantismo 

O Cincílio de Trento ,realizado de 1545 a 1563 e 19º concílio ecumênico da Igreja Católica,   convocado pelo Papa Paulo III,atrasado e muitas vezes interrompido por divergências, iniciou um movimento de resposta que ficou conhecido como Contrarreforma.  
Trezentos anos depois,no Concílio Vaticano II,o Papa João XXIII confirmou os preceitos do Concílio de Trento, reconfirmados pelo Papa Paulo VI.  
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Antecedentes
O movimento da Reforma não aconteceu de um momento para o outro . Alguns historiadores modernos  datam  o desejo de mudaança do tempo do Imperador Constantino e do Edito de Milão  , promulgado a 13 de junho de 313   assegurando a tolerância e liberdade de culto para com os cristãos, extensiva a todo o território do Império Romano.

Historiadores protestantes  acreditam que "o cristianismo ocidental tinha   intenções de reforma desde o século XII,sinal de que a estrutura da igreja medieval não duraria para sempre". 

A esses movimentos,  se juntou a Reforma  e são  chamados de "Primeira Reforma".   
Os primeiros reformadores durante a crise que caracterizou o Grande Cisma são dois: John Wycliffe (1324 - 1384)
 Inglês, professor de teologia na Universidade de Oxford.  denunciou várias irregularidades cometidas pelo clero e do papado, negou ao papado poder de guiar a igreja e a vida dos fiéis.
Apoiou o   casamento dos padres  e encorajou os fiéis a interpretar livremente a Bíblia.  
O outro foi John Huss (1369 - 1415) checoslovaco, professor da Universidade de Praga, era um propagador  das idéias reformistas de Wycliffe.  
Pregou na região da Boêmia, até que foi julgado como  herege e queimada no fogueira. 
 Esta morte desencadeou uma Guerra Santa que durou cerca de 17 anos. 

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Martin Luther nasceu 10 de novembro de 1483 na Alemanha, em Eisleben. Estudou Direito na Universidade de  Erfurt. Em 1505, quase atingido por um raio em tempestade violenta, fez promessa de se tornar um  monge. Entrou no convento dos agostinianos. Foi ordenado em 1507 e tornou-se doutor em teologia em 1512. 
 Deixou de ensinar teologia em Wittenberg, cidade do príncipe Frederico e  começou a criticar abertamente a partir de 1517, devido à venda de indulgências,que fariam o pecador escapar do purgatório.  As indulgências eram apresentadas como  uma espécie de passaporte para o céu,um perdão fora dos sacramentos, total ou parcial.
 Ao comprá-las, o fiel se livrava do purgatório. Os recursos recebidos  e a concepção deste marketing religioso idéia de  Johann Tetzel  ,levaram  Martinho Lutero  a escrever suas 95 Teses.
Sem negar ao Papa ou `a Igreja  o direito   de conceder perdões e penitências,afirmou que "as indulgências não levariam a alma diretamente ao céu,  pois, segundo os cânones da Igreja, os pecados deviam ser  expiados e pagos na presente vida."


Na verdade, firam utilizadas para financiar a construção da Basílica de São Pedro, em Roma. 
Lutero foi excomungado pelo Papa Leão X em 1521. 

príncipe Frederico, o Sábio, o convidou  a se  instalar o castelo de Wartburg. Lá, Lutero pode continuou o seu trabalho de estudo e tradução da Bíblia.  
Enquanto isso, em Wittenberg, defensores Luther quiseram  ir mais longe na reforma da Igreja atacando sacerdotes e saqueando igrejas. Lutero interveio para acalmar os ânimos.
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Em 1525, muitos camponeses revoltados no sul da Alemanha, em nome das idéias de Lutero, pediram que os príncipes agissem para restaurar a paz civil. A Guerra Camponesa foi um episódio sangrento. 
Também 1525, Martin Lutero se casou com a ex-freira Catherine Bora. O casal teve seis filhos. 
As idéias reformistas  ganharam  terreno e resultaram na Confissão de Augsburgo, apresentada a Charles V em 1530. 

O Imperador se recusou a aceitar, querendo manter a fé católica e ordenou que todos retornassem à Igreja Católica.  

Mas já era tarde demais, vários príncipes alemães expandiram a doutrina na Europa renascentista. 
Em particular, os governantes escandinavos e anglo-saxónicos e a Reforma  se desenvolveu na França, apesar da oposição do rei. 

Lutero morreu em 1546, considerado o pai do protestantismo, e reconhecido como um dos maiores teólogos do seu tempo.

 
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*Os pontos  fundamentais da Reforma Protestante são os "Cinco Solas"
 (da Wikipedia)

Cinco solas são frases latinas  que definem princípios fundamentais da Reforma Protestante em contradição com os ensinamentos da Igreja Católica Romana. A palavra latina "sola" significa "somente" em português. Os cinco solas sintetizam os credos teológicos básicos dos reformadores, pilares os quais creram ser essenciais da vida e prática cristã. Todos os cinco implicitamente rejeitam ou se contrapõem aos ensinamentos da então dominante Igreja Romana, a qual tinha, na mente dos reformadores, usurpado atributos divinos ou qualidades para a Igreja e sua hierarquia, especialmente seu superior, o Papa
 Hino "Castelo Forte é nosso Deus", da autoria de Lutero,considerado  "A Marselhesa da Reforma "
 https://www.youtube.com/watch?v=_c6JQII6OxE
 

Filme "LUTERO" (2003) dublado  em português
Joseph Fiennes no papel-título
Clique no link abaixo

 https://www.youtube.com/watch?v=eezenm7Tlps

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