quarta-feira, 23 de maio de 2018

Robert Indiana

  O artista americano Robert Indiana morreu no final de semana, aos 89 anos, na sua casa no estado de Maine, nos Estados Unidos. Indiana ficou conhecido pela sua série de esculturas com a palavra Love, feita nos anos 1960.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, o advogado de Indiana, James Brannan, confirmou que o artista morreu por uma falha respiratória enquanto estava sozinho na casa em que morava desde 1978 na costa da ilha Vinalhaven. Segundo a publicação, amigos de Indiana já haviam expressado nos últimos anos preocupações com o modo de vida recluso que ele levava.

 (Revista Veja- Maio 2018 )

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Repostagem de meu texto de setembro/2014


Artista plástico americano,designer,cenógrafo e estilista.Pertence ao movimento pop art.

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Robert Clark nasceu em 13 de setembro de 1928 em New Castle, Indiana, de onde tirou seu nome artístico e ali residiu durante seus primeiros 17 anos.
6th Avenue com a 55th Street em Manhattan, NY.
 Escultura Love ( 1964) inicialmente criada para ser cartão de natal do MoMa- Museu de Arte Moderna de Nova York ,um  símbolo de paz para os americanos durante a Guerra do Vietnã está reproduzida em várias cidades do mundo   






A família se mudava constantemente e morou em 21 endereços até o divórcio dos pais.
Foi para Indianópolis e passou a morar com o pai enquanto cursava a Arsenal Technical High School  (1942–46).
Serviu o exército dos Estados Unidos durante 3 anos  e,depois,  estudou no  Art Institute of Chicago (1949–53), Skowhegan School of Painting and Sculpture (no Maine,  1953) e na Universidade de Edinburgo e Faculdade de Artes de Edinburgo  
Voltou a Nova York onde aperfeiçoou seu estilo inconfundível e se juntou ao movimento pop art. 



1962-Primeira exposição individual na Galeria Eleanor Ward, de Nova York

1963- É o "astro" do fime experimental de Andy Wahrol,onde .durante mais de 39 minutos, aparece degustando um cogumelo

Indiana e Wahrol, muito jovens, na abertura da exposicão    do MoMa "Americans'

https://www.youtube.com/watch?v=Yob_I_QKn9k

Outras mostras  individuais aconteceram em cerca de 30 galerias e museus,  segundo a Wikipedia:  

Museu de Arte Moderna, Nova York; Whitney Museum of American Art; Metropolitan Museum of Art; Stedelijk Museum , Schiedam, Países Baixos; Instituto Carnegie, Pittsburgh; Detroit Instituto de Arte, Michigan; Baltimore Museum of Art, Maryland; Brandeis Museum, Waltham, Massachusetts; Albright-Knox Gallery of Art, Buffalo, Nova York; San Francisco Museu de Arte Moderna, na Califórnia, o Museu Hirshhorn , em Washington DC; Instituto de Arte Contemporânea da Universidade da Pensilvânia, Filadélfia, Pensilvânia, e o Los Angeles County Museum, Califórnia.

1967 -Participou na 9a.Bienal de São Paulo

Em 1973, os  Correios americanos imprimiram cerca de 3 milhões de selos de 8 cents  com a palavra LOVE e os caminhões que levavam correspondência cruzando o país, levavam também o símbolo na carroceria  
 

Números e palavras curtas

A escultura  HOPE  em  Times Square


Criou o cenário na  produção de1976 , pela Opera Santa Fe,  da peça de Virgil Thomson "Mãe de todos nós",baseada na vida de sufragista Susan B. Anthony 
Em 2008, cedeu os  direitos de reprodução da imagem HOPE aos democratas para a campanha presidencial de Barack 
Obama,arrecadando cerca de um milhão de dólares.
A campanha vendeu camisetas,  broches, adesivos, cartazes, broches outros itens decorados com a palavra.
Edições da escultura foram lançadas e vendidas internacionalmente,com o mesmo objetivo.   
E para celebrar o Valentine's Day de 2011, o artista   criou uma variação do LOVE para o Google  
(Foto: Joel Greenberg)

Aos 86 anos,Robert Indiana vive atualmente na tranquila ilha de Whitney no Maine. 
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quinta-feira, 17 de maio de 2018

A Tate Modern / Londres apresenta a obra de Picasso em 1932


A exposição, que teve origem no Musée Picasso de Paris, mostra um relato mês a mês  do "ano de maravilhas"
- 1932.
 Sem dúvida,foi um ano de amores  escondidos,fama fundamentada e,talvez, origem das tragédias que seriam ligadas a seu nome.
 Pablo Picasso aos 50 anos

Duas de suas muitas mulheres se suicidariam e as demais, exceto uma delas-Françoise Gilot, teriam fim doloroso:depressao e loucura.
Um de seus netos, Pablito, também  tiraria a própria vida.

  Picasso tinha acabado de completar 50 anos (1881-1973) , estava "inundado " de encomendas,era o mais caro artista vivo e mantinha um romance com a muito mais jovem (18 anos)
Marie-Therese Walter, sem o conhecimento de sua esposa.

Estava casado com a aristocrata russa Olga Kohklova,vivia num grande apartamento na Rue La Boétie,8º arrondissement, usava ternos de grife, comprava carros luxuosos,tinha motorista particular uniformizado com luvas e boné, tudo isso simbolizando a passagem da figura do pobre espanhol imigrante para  a de superstar internacional.


Como estrangeiro vivendo na França,evitava contatos políticos  e guardava respeitável distância de solenidades oficiais, incluindo as referentes à sua Espanha natal.

Mês a mês,em módulos, a exposiçao da Tate demarca os polos de interesse da vida pessoal de Picasso naquele momento-Olga e Marie Therese, e as tensoes entre pintura, escultura,a distorçao surrealista das imagens e a harmonia das cores.

Com a gravidez de Marie Therese(nasceu a filha, Maya),
 houve a mudança imediata de Olga para o sul da França,levando o filho.
Dora Maar, que foi a próxima amante, já aparecia discretamente o horizonte...

Este período foi descrito por Picasso como o pior de sua vida.
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A situação política e econômica na Europa começou a deteriorar.Hitler se tornou Chanceler em 1933,Mussolini consolidou uma ditadura fascista na  Itália e a Espaha se envolveu numa guerra civil.
O ano das maravilhas havia se perdido para sempre.

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Este é um pequeno vídeo da exposiçao 
Picasso 1932 – Love, Fame, Tragedy na  Tate Modern, de  8 de março a 9 de setembro de  2018, divulgado pelo site Visit London Guide.com

https://www.youtube.com/watch?v=n_eZJiv-LSY

sábado, 12 de maio de 2018

13 de maio - 130 anos da Lei Áurea

 

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A abolição da Abolição Até o estabelecimento da agroindústria açucareira,do tabaco e do algodão nas Américas,a escravidão era uma consequência das guerras: os vencidos serviam ao vencedor e os seres humanos que excediam as necessidades eram vendidos. A escravidão no continente americano se destacou de todas as outras formas de servidão por ter sido organizada de forma empresarial. Trezentos e sessenta e dois anos (1526-1888) separam o início do tráfico negreiro no Brasil da abolição definitiva da escravatura, no papel e na pena. Vindos de diferentes partes da África, os negros ajudaram a tornar o Brasil uma potência agrária e aqui sofreram toda espécie de dominação e exploração sexual.
Corpos sem alma
Durante a escravidão, os portugueses (e portuguesas) podiam exercer - sem nenhuma censura-qualquer espécie de manifestação de luxúria sobre os corpos dos escravos. O "direito de propriedade" era extensivo às emoções e aos sentimentos dos cativos. O processo foi "aperfeiçoado" com o tempo. Para satisfazer a necessidade de povoar um país tão grande, nada melhor do que a promiscuidade nos navios negreiros. Quando as negras engravidavam, o patrimônio de seus senhores aumentava porque, segundo as leis da época, o senhor não pagava pelo feto no ventre da mãe. Máquinas de fazer sexo O caráter lúbrico da escravidão existia na própria organização hierárquica: para preservar a honra das moças de família - futuras sinhazinhas - os senhores estimulavam a iniciação sexual de seus filhos com as escravas adolescentes.
As esposas brancas eram usadas apenas para reprodução, enquanto as escravas serviam para a satisfação dos verdadeiros desejos. Os mulatos gerados desta violência no calor tropical eram aproveitados na lavoura - o trabalho braçal era considerado algo desprezível pelos rapazes brancos. Os homens negros também eram mais atraentes e robustos que os pálidos sinhozinhos e muitas vezes serviam como solução para o problema carencial das sinhás. "CASA GRANDE E SENZALA" "Casa Grande e Senzala" de 1933, o clássico de Gilberto Freyre, é leitura fundamental para explicar o comportamento sexual do brasileiro do tempo da Colônia e do Império.  

"Nenhuma casa grande do tempo da escravidão quis para si a glória de conservar filhos maricas ou donzelões. O que a negra da senzala fez foi facilitar a depravação com sua docilidade de escrava: abrindo as pernas ao primeiro desejo do senhor -moço. Desejo? não, ordem". Gilberto Freire (1900-1987) conta que, nos mercados, os compradores examinavam a mercadoria (normalmente nua), para ver a dentição,o estado dos pulmões, o tamanho dos órgãos sexuais e a rigidez dos seios das negras. As mulheres brancas, para sublimar o abandono que sofriam dos maridos, costumavam exagerar na dose quando puniam escravos, de preferência as de sexo feminino. Algumas iaiás mandavam cortar mamilos das adolescentes, outras destruíam os dentes perfeitos da raça negra com o salto de suas botinasde couro legítimo, algumas tinham amantes negros.
Continente destruído
A chegada da família real portuguesa fugindo dos exércitos de Napoleão,em 1808, transformou a colônia em centro do Império: os portos se abriram para os navios do mundo, o país cresceu e a demanda por escravosaumentou. Dados estatísticos de 1850 falam de uma população de seis milhões de escravos vivendo no Novo Continente. Historiadores calculam que, dos 12 a 13 milhões de escravos transportados para as Américas, o Brasil recebeu cerca de 3 milhões e meio, dos quais entre 5 e 10 por cento morriam no primeiro ano depois da chegada.  

A repressão ao tráfico negreiro só foi iniciada no século XIX, quando a escravidão atingiu seu auge. Esta irrecuperável perda humana de centenas de gerações foi responsável pela situação de fragilidade em que se encontra,até hoje, o continente africano

Ser escravo no Brasil
Abolido legalmente em 1830, o tráfico só acabou,para valer,em 1850.  
O Rio de Janeiro era o principal ponto de distribuição dos escravos vindos do centro-oeste africano e da África Oriental. Enviados às províncias de Minas Gerais e São Paulo, trabalhavam em mineração e grandes plantações de café, que tomavam o espaço da floresta tropical. Os escravos chegados a Salvador abasteciam a economia, já decadente, do açúcar no Nordeste. A escravidão na produção agrícola foi, sem dúvida, a que sempre interessou os historiadores, mas a escravidão urbana era tão ou mais abominável. Os trabalhos domésticos, a fabricação de vestimentas e de instrumentos de uso diário tornavam muito íntimos escravos e seus senhores.  

A prostituição também era liberada e estimulada nas grandes cidades: muitas escravas sustentavam assim seus senhores que, geralmente, também eram seus amantes. 

Algumas "felizardas" passaram do concubinato da senzala para as pratarias da sala de jantar, como Xica da Silva, cantada em prosa e verso.  
Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares (1655-1695), ícone do movimento negro, foi o pioneiro da resistência e o dia de seu assassinato, 20 de novembro, foi transformado em Dia Nacional da Consciência Negra. Um modelo novo de quilombo surgiu na fase final da escravidão : um esconderijo seguro de onde era possível organizar fugas e que permanecia quase em completo segredo. O Quilombo do Jabaquara, em São Paulo - um dos maiores do Brasil - era mantido por doações de simpatizantes da causa e administrado por Quintino de Lacerda, líder nato e articulador político.



As camélias do Leblon

José de Seixas Magalhães, industrial do ramo de malas de viagem estabelecido na Rua Gonçalves Dias (Centro do Rio), possuía uma chácarano então distante subúrbio à beira mar que se transformou no hoje meu charmoso bairro do Leblon.  

Na chácara de Seixas, existia uma floricultura onde trabalhavam escravos fugidos cultivando camélias, o símbolo oficial do movimento abolicionista.  
Nota para os leitores cariocas: a floricultura ficava localizada no terreno do Clube Campestre, imediações da rua Timóteo da Costa - Alto Leblon. 

Seixas, cabeça aberta e moderna, contava com a cumplicidade dos principais líderes da Confederação Abolicionista.  
Senzala vertical  

Ainda hoje existem resquícios da servidão do passado: trabalhadores escravos sustentam donos de terra que mandam matar agentes do INCRA e freiras americanas, o turismo sexual (principalmente nas cidades marítimas) que inclui no pacote uma mulher, geralmente negra, para também fazer o serviço doméstico. Mesmo em tempo de PEC das domésticas,nos apartamentos e casas dos condomínios de luxo, os quartos e banheiros de empregada minúsculos nada mais são que a senzala vertical que tanto surpreende os estrangeiros que aqui chegam.  

As madames, tocando sininho para chamar desajeitadas empregadas uniformizadas de avental e touca-como nas imbecilizantes novelas televisivas,são a versão atual das sinhás moças do passado.
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quarta-feira, 2 de maio de 2018

As mulheres de Picasso- atração fatal


A Tate Modern,de Londres, exibe até 9 de setembro a exposição  Picasso 1932, com as obras do Mestre datadas daquele  ano e os fatos da vida pessoal que inspiraram cada uma delas.

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Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso 




( *Málaga25 de outubro de 1881 

+ Mougins8 de abril de 1973)




  Atração Fatal

 “Ninguém em minha família conseguiu escapar à sua presença sufocante. Ele precisava de sangue para assinar cada uma de suas telas “ 

Marina,neta de Picasso

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Filho de um professor de desenho que estimulou seu talento,Pablo Picasso Ruiz fêz estudos em Madri e,depois, em Barcelona. 
A partir de 1900, fixou-se em Paris.

Ali encontrou,entre muitos outros artistas,Max Jacob, Van Dogen,Appolinaire. E a bela filha do dono do cabaret do “Lapin Agile”,em Montmarte, 
 A primeira namorada "documentada" foi MADELEINE, de quem fez muitas pinturas,começando  sua fase azul.marcada pela melancolia e tristeza Madeleine engravidou de Picasso,mas abortou.   

Sua próxima amante, EVA,morre tuberculosa.


Arrasado com o suicídio( por amor )do maior amigo,Carlos Casagemas,Picasso acaba por se envolver com o pivô da tragédia: a bela modelo 

GERMAINE. 

Foi a partir daí e pensando em Casagemas que se iniciou a “Fase Azul”,segundo depoimento de Picasso ao crítico de arte Pierre Daix. 
As telas se tornaram tão difíceis e severas,o monocronismo denunciando de tal forma a profunda angústia, que marchands se afastam de Picasso .


Mais tarde a própria Germaine se tornou apenas mais um nome na lista de amantes,e continuou a existir, durante muito tempo em sua pintura.
Na vida de Picasso,

as paixões e a arte caminham juntos,a cada novo amor, uma nova fase artística 
FERNANDE
Quando conheceu Fernande Olivier e por ela se apaixonou, a tristeza ficou para trás.  Iniciou-se aí a breve fase rosa. Não só as cores, mas também os temas de se tornaram mais alegres. Retratou a arte circense, geralmente mostrando os artistas e seus animais. 
  O encontro com as esculturas africanas serviu de estímulo para buscar novas formas de mostrar e interpretar a realidade. 
Juntamente com o pintor francês Georges Braque,elaborou as coordenadas do que hoje é o cubismo analítico, considerado um dos movimentos mais importantes da história da arte moderna. 
 
Fernande , a chamda “amante residente”, que com ele partilhou bons e maus momentos,vícios e prazeres o abandonou em 1911.   
Com a chegada da guerra da 1914 ,afastado artisticamente do grupo cubista, Picasso retomou sua liberdade de expressão e,o gosto pela cor e pela exuberância,é o momento o naturalismo dos anos 1915-16 e do realismo de 1917.  

 OLGA 
 Uma viagem `a Italia traz `a vida de Picasso Olga Kokhlova (1891-1955-foto) ,bailarina do Ballet Russo dirigido por Diaghilev Com esta moça recatada,virgem, filha de um coronel dos hussardos e obcecada por organização e família, Picasso se casou em 1918. 
  

Mergulhando no mundo do “discreto charme da burguesia' 

A vida burguesa o leva a pintar de forma “antiga” ou “neoclássica.mas,ao mesmo tempo realiza obras cubistas (1921/1926) e realistas(1923)  Entre 1925 e 1932, Picasso descobriu o surrealismo . 

Em 1933 e 34 aparece o tema do Minotauro, durante uma viagem `a Espanha . 

  Foi quando Pablo (1921),o filho,subserviente e despersonalizado que trabalhava como motorista do pai, aceitando receber um ínfimo salário lhe deu os netos Marina (1951) Pablito (1954-1973) e Bernard (1959).  

Em meio a humilhações,este ramo do grupo familiar sobreviveu como foi possível. Marina se formou em Medicina, Pablito se suicidou poucos dias após o funeral de Picasso e Bernard tornou-se um colecionador de arte.
  Marina publicou um livro denúncia bombástico “Grand Père”, no qual detona irremediavelmente a figura do avô, embora não tenha se negado a receber a incalculável fortuna que ele lhe deixou. 


Marie Thérese
Olga Picasso morre em 1955 ,seguindo o script fatal das amadas do Mestre: ser usada,humilhada, torturada,  abandonada e,por fim ,esquecida.  

 

MARIE THÉRÈSE 
Na adolescente Marie Thérese Walter(1909/1977) Picasso encontrou a ”Lolita” ,que lhe serviu de modelo. 

Embora a relação tenha sobrevivido durante sete anos,o encantamento inicial durou pouco.  
Nasceu Maya (1935) que lhe deu os netos Olivier(1961), Richard (1964) e Diana (1971).  Como sempre, depois de um fugaz entusiasmo,Picasso perdeu o interesse pela musa, que se transformou numa sombra vaga e presença invisível.

Marie Therese se suicidou em 1977,por enforcamento .  


DORA  
Picasso e Dora Maar
Mesmo ainda casado com Olga e mantendo o romance com Marie Therese viveu ,durante dez anos,com Dora Maar( pseudônimo de Theodora Markovitch),filha de pai iuguslavo e mãe francesa. 
Dora foi educada na Argentina, falando perfeitamente o espanhol. Era pintora, fotógrafa e participante do movimento surrealista.   
O que Picasso tinha a oferecer? Uma relação violenta e cruel, dividida com Marie Therese. Ele as retratou em telas gêmeas, como rainhas rivais,muitas vezes as pintou no mesmo dia e na mesma pose.

Dora Maar e Picasso, que na época tinha 55 anos, tiveram uma relação por nove anos, durante o período dramático da guerra de Espanha e da Segunda Guerra Mundial, quando o artista reuniu nos seus quadros o drama da violência da história com os tormentos da sua vida privada.  Picasso vivia então num caos sentimental.  Dora foi a inspiradora da figura “Mulher que chora” do imenso trabalho “Guarnica. realiza na ocasião da feitura da obra uma super fotorreportagem.

Abandonada por Picasso em 1944,Dora morreu em julho de 1998,sofrendo de histeria depressiva ,acompanhada por suas piores recordações.


FRANÇOISE

 Françoise
Em1943, Picasso encontrou Françoise Gilot bela e elegante, com quem viveu nos arredores de Antibes uma relação tumultuada,que os biógrafos chamam de “gato e rato” e deixou dois filhos: Claude, nascido em 1947(,que lhe dará o neto Jasmin nascido em 1981)e Paloma em 1949,nascidos em Vallauris .   
As obras desta fase atestam o engajamento político,mas Picasso também pinta naturezas mortas, paisagens e retratos.

  A partir de 1950, começa a realizar variações sobre obras de obras de pintores célebres com “Demoiselles au bord de la Seine” de Courbet. 
 Françoise Gilot, ela mesma uma pintora talentosa e produtiva,não suporta o convívio sufocante com o Mestre.

 Em1953, Françoise “cansada de viver com um monumento histórico”abandonou Picasso e se mudou para Paris com os filhos.

Casou-se com o cientista Jonas Salk, descobridor da primeira vacina contra poliomielite e fixou residência nos Estados Unidos.


JACQUELINE





Em seguida,aos 72 anos, Picasso conhece Jacqueline Roque de 27, com quem se casou secretamente viveu,finalmente, com placidez até a morte.

Jacqueline
Continuou trabalhando sobre obras de Velasquez e Delacroix.


Mudou-se para Vauvernages antes de se fixar no Chateau de Notre-Dame de Vie em Mougins, onde continuou a produzir a série de variações sobre grandes mestres.

De 1960 a 1973, (ano de sua morte com mais de 90 anos), o trabalho foi intenso: mais de mil estampas, desenhos e pinturas.

Em 1963, dedicou a Jacqueline nada menos de 163 quadros.




A conquista da serenidade do Mestre,entretanto, custou um desfecho trágico: Jacqueline Roque para quem Picasso era “sol e Deus” não suportou a solidão e, em depressão profunda,se suicidou com um tiro na cabeça em 15 de outubro de 1986.


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A obra de Picasso é monumental: estima-se que deixou 1880 pinturas,1335 esculturas,7089 desenhos, 200 cadernos com milhares de desenhos,880 cerâmicas. ,20 mil provas de gravuras,duas mulheres e um neto suicidados,filhos psicologicamente destruídos, ex-mulheres abandonadas e uma filha perfumista e joalheira, formando uma família bilionária onde o nível de paz ronda o zero.  
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