quinta-feira, 26 de abril de 2018

"No Place Like Home " no Centro Cultural de Belém - Lisboa


"A Fonte" é um urinol de porcelana branco, considerado uma das obras mais representativas do dadaísmo na França, criada em 1917   pelo  artista Marcel Duchamp. 
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No Place Like Home
Exposição temporária
 
 01/03/2018
- 03/06/2018

Museu Coleção Berardo
Praça do Império
1449-003 Lisboa, Portugal
Google Maps
21 361 287 8

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 O  texto  a seguir é de
Adina Kamien-Kazhdan
Curadora da Exposição



No Place Like Home 
Uma tábua de engomar torna-se absurda e assustadora, as portas de uma casa são deslocadas, de um copo de cerveja brota uma cauda...
Ao alterar o material, a escala e a perspetiva, ou ao empregar a hibridização, a fragmentação e o reposicionamento, os artistas transformam objetos domésticos de modo a alterar a nossa relação com eles e a provocar uma nova reação ao que é familiar.

Os espaços, os objetos e os materiais domésticos foram surgindo cada vez mais como tema e fonte de inspiração nas práticas modernas e contemporâneas.
Na transição do objeto funcional para a obra de arte, o objeto doméstico torna-se uma ferramenta na investigação dos papéis dos géneros, do trabalho doméstico, da recolha e do acumular de objetos e num meio de pensar a casa, como o espaço central na formação da família e da memória, da identidade nacional e cultural.

Com origem no Museu de Israel, em 2017, No Place Like Home ganha agora uma nova expressão enquanto colaboração internacional entre Jerusalém e Lisboa. A exposição junta mais de 100 objetos das coleções do Museu de Israel, Museu Coleção Berardo, Coleção Ellipse (Holma/Ellipse), bem como obras de coleções privadas, galerias e artistas de todo o mundo.

No Place Like Home procura saber o que acontece se repusermos um objeto transformado no seu lugar “natural”, numa casa simulada. O tema, a amplitude e a configuração da exposição – bem como o seu catálogo inspirado no IKEA – oferecem-nos uma experiência de uma “casa” que é, ao mesmo tempo, familiar e desconcertante. Nesta exposição, concebida no espírito de um projeto arquitetónico, os visitantes desempenham o papel da família.
Esta exposição celebra o 101.º aniversário da icónica Fonte de Duchamp e o 102.º aniversário do movimento revolucionário Dada.

Em cada “divisão”, artistas dos últimos 100 anos são chamados a dialogar. Esta escolha curatorial sublinha o legado espiritual de Dada, desde o readymade à exploração contemporânea da migração, da deslocação e da itinerância do artista numa era de globalização.

terça-feira, 24 de abril de 2018

25 de abril 1974 - A Revolução dos Cravos em Portugal


  
Reposto este texto justo quando o destino
nos trouxe outra vez a Portugal.A quadragésima quarta !!!!

  Era uma vez os anos de chumbo do governo do"Presidente" Geisel e a muito jovem senhora politizada deixou seus filhinhos com as avós e partiu,com o muito jovem senhor igualmente politizado,para o que seria a primeira de muitas e muitas e muitas viagens transatlânticas do casal.

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Decidiram começar por Portugal porque,3 meses antes,havia sido deposta a ditadura militar que estava há 48 anos no poder ,tornando o país decadente economicamente e desgastado no cenário mundial. 

Foi uma sensação maravilhosa para os dois jovens subversivos brasileiros a chegada, poucas semanas depois da volta de Álvaro Cunhal que estava exilado em Paris há 8 anos. 

O povo português estava embriagado de liberdade, a Avenida do mesmo nome embandeirada de vermelho e os quiosques vendiam `a luz do sol livros censurados ,pasmaram os dois,obras de Marx!

Tudo isso acontecia enquanto aqui o pessoal esboçava ,mui timidamente,o movimento das "Diretas Já",do qual a jovem senhora e seu jovem marido viriam a participar de corpo e alma. 
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Aos 20 minutos da madrugada de 25 de abril de 1974, a Radio Renascença transmitiu uma música até então censurada “Grandola,vila morena” ,de Zeca Afonso. 

Foi a senha para que eclodisse o movmento que estava sendo fermentado em todas as camadas da população,conduzido pelos capitães do MFA(Movimento das Forças Armadas)que haviam participado das guerras coloniais. 

Marcelo Caetano,o ditador da hora,se asilou no Brasil. 

O General Antonio de Spínola assumiu a presidência enquanto os portugueses distribuíam aos soldados rebeldes o cravo-flor nacional 

Em um dia , foi-se o maldito regime político que vigorava desde 1926 e foi-se a PIDE-a polícia política de Salazar e os partidos políticos foram legalizados,inclusive o Comunista e foi-se qualquer vestígio do ditador tão cruel que sobreviveu `a própria morte.. 

Um período difícil de lutas entre a direita e a esquerda durou cerca de dois anos. 
Grandes empresas foram nacionalizadas e houve tentativa de restabelecer totalmente a democracia com as eleições constituintes. 
A  guerra colonial acabou e as colônias africanas tornaram-se independentes antes do fim de 1975. 

Mas Spínola fracassou em sua tentativa de controlar a força política e militar das esquerdas e renunciou em setembro de 1974 
O governo passou a ser dominado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), fortemente influenciado pelo Partido Comunista.
Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau obtiveram a independência.

 

Em março de 1975, após uma fracassada tentativa de golpe de Spínola, um triunvirato formado pelos generais Costa Gomes, Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Gonçalves passou a governar o país.
Teve início uma política de estatização de indústrias e bancos, seguida por ocupações de terras. 

O moderado Mário Soares,do Partido Socialista, vence as eleições para a Assembléia Constituinte em abril de 1975. Em novembro do mesmo ano, o fracasso de uma tentativa de golpe de oficiais de extrema esquerda fechou o ciclo do período revolucionário. 

Em 1976, o general António Ramalho Eanes, comandante das forças que esmagaram a rebelião de oficiais esquerdistas,foi eleito presidente da República; os socialistas conquistam 35% dos votos e Mário Soares formou um governo minoritário e a História seguiu seu rumo. 

A luta de Portugal contra o fascismo tornou-se um poderoso movimento de massas e a imagem do povo cantando,dançando e enfeitando as armas dos soldados com cravos vermelhos ficou para sempre nos nossos corações. 
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domingo, 22 de abril de 2018

23 abril. São Jorge da Capadócia

 



  Feriado Estadual no Rio de Janeiro

 



Padroeiro da Inglaterra, de Portugal,da Catalunha, dos soldados e dos corintianos
 

 (275 dC - 23/4/303 dC)


Foi na Capadócia,no sudeste da Anatólia, região que faz parte da atual Turquia, que ele nasceu,educado na fé cristã dos pais. 



O pai (Lorde Albert de Coventry? existem dúvidas a respeito) morreu numa batalha e a mãe, Lida, após ficar viúva,mudou-se para a Palestina com o menino.


 Como era rica,Lida fez questão de oferecer uma educação esmerada a Jorge que, adolescente,entrou para a carreira das armas.  Foi promovido a capitão do exército romano e, mais tarde, pelas naturais qualidades de caráter e dedicação,recebeu o título de Conde da Capadócia.



Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo a função de Tribuno Militar.  


Falecida a mãe.Jorge tornou-se herdeiro de imensa fortuna e, coerente,distribuiu tudo que tinha aos pobres.  



O Imperador Diocleciano havia tramado com o Senado marcar um dia para eliminar todos os cristãos e Jorge,no plenário, levantou-se muito surpreso e declarou que os ídolos pagãos adorados nos templos eram falsos deuses  



Fiel ao cristianismo, Jorge foi torturado inúmeras vezes.Após cada sessão de tortura,era levado ao Imperador e reafirmava sua fé
A própria mulher do Imperador, já convertida ao cristianimo, intercedeu em favor do valente soldado.Em vão.
Ele foi degolado em 23 de abril de 303 em Nicomédia,Ásia Menor. 
Os restos mortais foram levados `a antiga cidade de Dióspolis, depois chamada Lida,onde foram sepultados.


Mais tarde, o imperador cristão Constantino mandou construir grande igreja para que a devoção ao já canonizado São Jorge fosse espalhada.


  A Inglaterra sob Edward III (1330) ,colocou a Ordem da Jarreteira sob a proteção do mártir, que foi constituído padroeiro das Cruzadas e e do país,cuja bandeira representa a cruz que leva seu nome.  


Em1348 foi criada a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge.


No Oriente, é venerado desde o século IV e recebeu o honroso título de "Grande Mártir".  


A imagem brasileira de São Jorge cultuada nas igrejas católicas e na Umbanda (Salve,Ogum iê !) é atribuída ao pintor Martinelli. 


A infomação é vaga.  




Aqui no Rio, o dia 23 de abril tornou-se feriado municipal e,depois,estadual.

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sexta-feira, 20 de abril de 2018

O Alferes Xavier



 

TIRADENTES,O ALFERES XAVIER


Rumores, controvérsias, martírio,delação premiada




Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, militar, comerciante, topógrafo, dentista prático, praticante de terapias naturais, minerador, comerciante e ativista político não foi apenas a figura de barbas e camisolão que passou para a História.

Havia um homem por trás do mito - interessado na Revolução Norte Americana e impactado pelas idéias do Iluminismo. Foi um seguidor de Rousseau, Voltaire, Jefferson, Franklin e outros que se inspiravam em John Locke, autor de obras de filosofia política.Parece que este intelectual refinado, enforcado aos 46 anos, manteve longo caso com uma viúva, nunca se casou mas teve dois filhos: João e Joaquina.

Tiradentes foi figura histórica meio desconhecida até que os ideólogos positivistas, que apoiavam a República, redesenharam sua iconografia, tornando-o quase um sósia de Jesus Cristo, sem faltar a figura do Judas traidor, no caso, Joaquim Silvério dos Reis,

É muito provável que o produto final tenha ficado longe da realidade.

Como mililtar, era-lhe permitido usar apenas discreto bigode e, na prisão onde ficou 3 anos saindo direto para o cadafalso, os presos eram obrigados a fazer a barba diariamente.
 

A Derrama

A decadência da mineração no final do século 18 foi provocada pela combinação de falta de recursos técnicos e a extinção dos filões a céu aberto e ao alcance das águas subterrâneas mais superficiais.

Para compensar o prejuízo, as autoridades portuguesas decidiram promover a “Derrama” - cobrança compulsória de impostos atrasados desde 1762, que já tinham chegado à soma de 538 arrobas de ouro.

A conspiração contra o governo português para reverter o quadro de exploração - ocorrida em Minas Gerais na década de 1780 – e que teve seu ponto máximo em maio de 1789, foi um episódio de largo alcance.O número de envolvidos era enorme.

Os “Autos da Devassa da Inconfidência Mineira” - documentos escritos por juristas da Corte Portuguesa - apontam 84 pessoas tidas como principais responsáveis pela Conjuração


Inconfidente Irlandês

Revoltosos de várias capitanias da Colônia e um cidadão irlandês ( Nicolas George Gwerck) se envolveram na trama movidos pelas idéias libertárias de jovens e bem nascidos brasileiros, que haviam estudado na Europa.

Contavam com a promessa de apoio político dos EUA - recém-libertados da Inglaterra - e de suporte militar da França.

A bandeira criada reproduzia a frase latina contendo a frase latina “Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que tardia), mais tarde transposta para a bandeira do Estado de Minas Gerais.


Três Traidores

O governador da capitania de Minas Gerais, Luís Antônio Furtado de Mendonça, Visconde de Barbacena, foi informado da revolta por uma carta datada de março de 1789, assinada pelos portugueses Basílio de Brito Malheiro do Lago e Joaquim Silvério dos Reis – que ficou liberado de enorme dívida com Fazenda Real, recebeu um título de nobreza e uma mansão como moradia - e pelo açoriano Inácio Correia de Pamplona.

A carta delatava que, na noite da insurreição, que coincidiria com a data da Derrama, os líderes sairiam às ruas, dando vivas à República, pois contavam que a população de Vila Rica aprovaria a libertação do jugo português.

O Visconde de Barbacena suspendeu a derrama e ordenou a prisão dos conjurados.
Em maio de 1789, começou o processo onde dezenas de pessoas foram presas interrogadas, torturadas e mortas. Esta tortura durou 3 anos.

Um herói com muito caráter
 

Tiradentes, que assumiu inteira responsabilidade pela revolta, foi condenado à morte juntamente com outros dez companheiros.

Um deles, por ser mulato, deveria das três voltas em torno da forca, antes da execução.

O bom caráter e estatura moral do Alferes fizeram com que não revelasse nenhum detalhe sobre a conspiração, não comprometesse ninguém - afirmando que não negava mas não se lembrava de nada - e mesmo diante de Silvério dos Reis, não se emocionasse.

Em 18 de janeiro de 1790, depois de sete meses preso, resolve confessar. Nega a culpa de todos e diz que planejou a revolução por motivos pessoais.

A rainha Dona Maria I concedeu clemência a sete réus, que receberam degredo pepétuo, um teve degredo temporário, alguns foram absolvidos e a sentença sobre os padres envolvidos na conjuração permanece em segredo eclesiástico.
Tiradentes foi enforcado no Rio de Janeiro, em frente à Igreja da Lampadosa -nas proximidades da atual igreja da Candelária - na manhã do sábado 21/4/1792.



Glória ainda que tardia


Em 1867, foi erguido em Vila Rica um monumento em sua homenagem.
Proclamada a República, o dia 21 de abril foi declarado feriado nacional ,juntamente com o 15 de novembro.
Getúlio Vargas, em 1936 - no final do Estado Novo - exaltou a figura heróica e o Marechal Castelo Branco, com a lei nº 4.897 de 09/12/1965, publicada no Diário da União, de 13/12/1965 fez de Tiradentes o "patrono cívico da Nação Brasileira".

Quem foi o Alferes Xavier?



Quarto de sete irmãos, Joaquim José da Silva Xavier era filho do português Domingos da Silva Santos e da brasileira Antônia da Encarnação Xavier.
Nasceu em 1746, na fazenda da família, em Santa Rita de Rio Abaixo, entre a Vila de São José (hoje Tiradentes) e São João-del-Rei. Aos 11 anos, órfão de pai, passou a viver com o tio e padrinho, Sebastião Ferreira Leitão, cirurgião e minerador
Foi vendedor ambulante e minerador e tornou-se técnico em reconhecimento de terrenos.
Alistou-se na tropa da capitania de Minas Gerais em 1º de dezembro de 1775, diretamente no posto de Alferes.


Nomeado pela Rainha Maria I comandante da patrulha do Caminho Novo, estrada que ligava Minas ao Rio de Janeiro.
Foi nesse momento que o Alferes Xavier (segundo-tenente na hierarquia moderna) começou a refletir sobre a exploração a que a Corte submetia a Colônia. Passou a fazer críticas abertas à desigualdade entre o volume das riquezas extraídas pelos portugueses e a pobreza em que vivia nosso povo.


Pediu licença do posto em 1787 e, enquanto articulava e organizava a revolta, começou a trabalhar no Rio de Janeiro, tentando aprovar projetos de canalização das águas dos rios Andaraí e Maracanã, de um trapiche no porto, de armazéns para guardar cargas que ficavam a céu aberto e de uma linha de barcos fazendo a ligacão entre o Rio e Niterói, na Praia Grande.


Se a eterna burocracia nacional não tivesse emperrado os projetos pioneiros do Alferes, talvez nossa História pudesse ter sido outra.



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Em 1949, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano
ganhou o carnaval carioca com este samba -enredo

(Estanislau Silva - Penteado -Mano Décio)
Canta -Elis Regina

Cidade de Ouro Preto-MG


http://youtu.be/lW9bsKk1Qos
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quinta-feira, 19 de abril de 2018

19 de abril Dia do Índio





Criado em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540.

Em 1940, aconteceu um congresso com a presença de diversas autoridades governamentais dos países da América.
Líderes indígenas foram convidados a tomar parte das reuniões e decisões. 
A princípio temerosos, alguns dias depois resolveram comparecer,percebendo a importância daquele momento histórico.

Esta participação ocorreu no dia 19 de abril,depois escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.

No Brasil,atualmente e segundo a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), são cerca de 460 mil os descendentes dos mais de 3 milhões que se espalhavam pelo nosso território quando os portugueses chegaram em 1500.
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Baby do Brasil(antes Baby Consuelo), seu filho Pedro Baby e banda
 "Todo dia era dia de índio", de Jorge  Benjor

terça-feira, 17 de abril de 2018

Concertos de Eva -20 anos- 19 de Abril 2018

 O espaço

A Casa Museu Eva Klabin, denominada Fundação Eva Klabin até 2017[1], é uma instituição cultural brasileira localizada na cidade do Rio de Janeiro

É uma fundação privada, idealizada pela colecionadora Eva Klabin com o objetivo de preservar e expor ao público o precioso patrimônio artístico por ela amealhado ao longo de mais de meio século. Foi idealizada por Eva nos anos 70, oficialmente instituída em 1990 e aberta ao público em 1995. Promove cursos e eventos culturais, mantém publicações e uma biblioteca especializada em artes visuais.


Situada na antiga residência da colecionadora, à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, a fundação se enquadra na tipologia de casa-museu, com um acervo "fechado" de aproximadamente 2000 peças. Conserva uma das mais importantes coleções de arte européia existentes no Brasil, além núcleos de antiguidades egípcias e greco-romanas, arte oriental, artefatos pré-colombianos e artes aplicadas.

(wikipedia)

Os artistas interpretam Strauss

https://www.youtube.com/watch?v=mSYbKuTmKVA


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segunda-feira, 16 de abril de 2018

a seguir > O alferes Xavier

Alferes Joaquim José da Silva Xavier (Segundo Tenente  na hierarquia atual),antes de "ser Tiradentes"


domingo, 8 de abril de 2018

Hamilton de Holanda na Casa Museu Eva Klabin



Ministério da Cultura e Klabin S.A. apresentam

 HAMILTON DE HOLANDA

MPB EVA

14 de ABRIL, sábado

DAS 17.00  às 18.30

Ingressos: R$ 50,00 inteira | R$ 25,00 meia (acima de 60, estudantes)

O ingresso do show dá direito a uma visita ao museu, às 15:30 (vagas limitadas)

 Informações e ingressos: Tel: 3202-8555

Direção musical: Nenem Krieger

Organização: Marcio Doctors



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'Hamilton de Holanda Vasconcelos Neto  

Começou a tocar aos 5 anos de idade e a se apresentar aos 6 anos. 
Aos 8 anos o músico mirim acumula três anos de prática e dois de palco. Aprendeu a tocar antes mesmo de ser alfabetizado. Na contagem oficial, Hamilton de Holanda tem 18 anos de profissão e 28 trabalhos lançados, entre vídeos e CDs.
Na contabilidade afetiva, do primeiro instrumento aos 5 anos, presente de Natal do avô, aos atuais 39, são 34 anos de bandolim. “Não imaginei que ele me levasse tão longe em reconhecimento e carinho do público. 
Para ser sincero, me sinto começando, pois se não for assim paro de tocar”, diz o artista, reverenciado nos Estados Unidos como “o Jimi Hendrix do bandolim” e conhecido na França como “príncipe do bandolim”.
 
Filho, neto, sobrinho e irmão de músicos, Holanda até que tentou fugir do destino aparentemente traçado ao nascer numa casa onde diversos instrumentos ficavam sempre na sala, ao alcance de quem desejasse tocar, tão integrados ao ambiente quanto o sofá e as almofadas. 

Prestou vestibular e frequentou a faculdade de ciências contábeis até o terceiro semestre, quando a cerveja com os amigos no bar da esquina tornou-se inapelavelmente mais atraente.
 
 “Larguei tudo e fui estudar Composição na Universidade de Brasília.”

(DA WIKIPEDIA)

terça-feira, 3 de abril de 2018

Abril,mês dos livros e dos direitos autorais

Aprendi a ler antes de aprender a escrever e continuo leitora voraz e apaixonada por livros, livros mesmo, companheiros na saúde e na doença, na alegria e na dor,quanto mais páginas...melhor.

Os vinte e  três anos diante do computador (abril de 1995\) me fizeram assim meio pioneira da internet, navegando laptops,IPhones,tablets e outros quetais,mas nem de longe competem com minha paixão.

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Os sumários, assírios e babilônios usavam pequenas tábuas de argila para  gravar os caracteres de sua escrita cuneiforme ou simbólica.

Os fenícios inventaram o alfabeto, que passou a ser escrito em um papel primitivo feito de linho, cânhamo e folhas da amoreira - uma invenção chinesa adotada, em 751 AC, pelos árabes. 

  Mais tarde, a informação passou a vir em rolos de pergaminho - os "volumen", palavra latina que significa cilindro.

 O aperfeiçoamento das técnicas fez surgir o "Codex" (código), livro na forma que conhecemos hoje, com uma capa rudimentar feita de "papier maché" (papel amassado).  

Em 1452, aconteceu a grande revolução: Johannes Gutenberg (1400/1468) criou os tipos móveis que permitiram a propagação do saber pela montagem diferenciada das páginas na imprensa. 
 Apesar dos progressos da informática, grande companheiro das horas de lazer, o livro é a chave para a porta de entrada nos vestibulares, concursos públicos e aprendizado de novos idiomas.

O mês de abril reúne 3 datas consagradas a este guardião do conhecimento, que armazenava todo o aprendizado humano,até a chegada da globalização: 
Dia Internacional do Livro, Dia Nacional do Livro Infantil e Dia dos Direitos Autorais.
O progresso tecnológico veio permitir o livro em CD, para ser ouvido em qualquer lugar e a qualquer momento. 

Os deficientes visuais também podem contar com bibliotecas inteiras em Braille.

2 DE ABRIL


Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil


Em homenagem ao contista, romancista e poeta dinamarquês HANS CHRISTIAN ANDERSEN , o dia de seu nascimento foi escolhido como o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil.
Filho de um sapateiro muito pobre, era freqüentador assíduo de teatros. Foi ator, cantor e bailarino. Em 1822, seu talento foi descoberto por um dos diretores do Teatro Real e impressionou vivamente o Rei da Dinamarca, que patrocinou seus estudos.Cursou a Universidade de Copenhague, onde começou a escrever poemas, novelas, peças, livros de viagem e, principalmente, os contos que o tornariam famoso - Pequena Sereia, Patinho Feio, Soldadinho de Chumbo, entre outros). Andersen transformou em contos as histórias da tradição oral, acrescentando personagens e criando novas situações.
Afirmava que seu trabalho não era somente dedicado às crianças, pois a maturidade é que traz a compreensão do significado de um conto de fadas. 

Viajante apaixonado visitou à França, Itália, Portugal, Inglaterra e vários outros países europeus, além do Marrocos, na África.
A riqueza, a fama e o sucesso social não lhe subiram à cabeça. 

Assim como freqüentava a família real, lia suas obras para estudantes e prestigiava a Associação de Trabalhadores.  

No final da vida, reconheceu que sua história pessoal teve muito de conto de fadas. 

  Morreu em 4 de agosto de 1875 e foi enterrado na catedral de Copenhague, com a presença do Rei, da nobreza e de grande massa popular. 

  Em homenagem a Andersen, o Rei da Dinamarca instituiu em 1956 o prêmio Internacional de Livros para Jovens (International Board of Books for Young People – IBBY), considerado o mais importante em sua área, um “pequeno prêmio Nobel”. Lygia Bojunga Nunes (2000) e Ana Maria Machado (1982) foram as autoras brasileiras laureadas.
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domingo, 1 de abril de 2018

Golpe de 1º de abril - Os 54 anos do início da ditadura militar






  

 

O golpe de estado de 1º de abril de 1964  foi o prelúdio de 20 “anos de chumbo”, onde a restrição dos direitos individuais, a   censura, o delito de opinião e refinadas formas de tortura física e psicológica foram presenças permanentes.

Os militares anteciparam a  data oficial para 31 de março,na tentativa de evitar chacotas e ironias. 

A causa remota foi a renúncia do presidente Janio Quadros em agosto de 1961, enquanto seu vice, João Goulart, se encontrava em visita à China Comunista.

Enquanto uma interminável viagem de volta se realizava – para permitir o encontro de uma solução constitucional, já que os militares não aceitavam a rotina da lei - o presidente da Câmara (Ranieri Mazzili) assumiu o governo e foi preparada uma solução digerível por todas as partes.
Assim, foi instituído o regime parlamentarista e Tancredo Neves assumiu o posto de primeiro ministro.

Em 1963, foi convocado um plebiscito quando a maioria dos eleitores optou pelo “não” ao parlamentarismo e o país retornou ao regime presidencialista.
No entanto, o presidente João Belchior Marques Goulart - o “Jango”- vigésimo segundo presidente do Brasi, não chegou a concluir o seu mandato sendo deposto por um golpe militar, em 1º de abril de 1964.

O mesmo o grupo de militares que tentou impedir a sua posse em 1961, teve seus objetivos facilitados por uma sequência de fatos que terminaram com a adesão de grupos indecisos-legalistas O
sempre lembrado comício de 13 de março – para os organizadores realizado na gare da Central do Brasil (no centro do Rio) e para os militares em frente ao Ministério do Exército – forneceu munição para os golpistas.

Nele, o Presidente anunciou o compromisso de implantação das chamadas “reformas de base”, assinou a nacionalizacão das refinarias privadas de petróleo e a desapropriação das margens das rodovias federais para efeito de reforma agrária.

A quebra da hierarquia – base da organização militar – representada pela revolta dos marinheiros (liderada pelo famoso Cabo Anselmo, depois identificado como agente da CIA e as manifestações dos sargentos do exército (estimulados pelo deputado Leonel Brizola, cunhado de Jango e pré-candidato na sucessão presidencial) - foi outro elemento mobilizador da insatisfação nas forças armadas.
Insatisfação sacramentada pela presença do Presidente em reunião promovida por marinheiros e sargentos no Automóvel Clube do Brasil, na Cinelândia.

O discurso proferido, na ocasião, pelo Presidente foi considerado “radical” pelo lider comunista Luis Carlos Prestes. O Presidente viajou no dia 1º de abril para Brasília e, em seguida, para Porto Alegre onde Brizola tentou, sem resultado, organizar uma resistência com apoio de oficiais legalistas.
Jango ainda se encontrava em solo brasileiro quando o presidente do senado Auro de Moura Andrade já declarava vaga a presidência.

Jango preferiu exilar-se no Uruguai, de onde nunca mais saiu até morrer, em 1976. Em 2 de abril, foi organizado o Comando Supremo da Revolução, que permaneceu no poder por duas semanas, composto por três membros: o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo (Aeronáutica), o vice-almirante Augusto Rademaker (Marinha). O todo poderoso do triunvirato era o general de exército Arthur da Costa e Silva.

Para justificar as violações de direitos que se seguiram, a junta militar baixou um Ato Institucional – aberracão jurídica não prevista na Constituição de 1946.

Durante o mês de abril, foram instaurados milhares de Inquéritos Policiais-Militares (IPMs), chefiados, em sua maioria, por coronéis. Graças ao Ato Institucional – posteriormente conhecido como AI-1 (outros se seguiram até o fatídico AI-5, de 1968) - mandatos de parlamentares foram cassados, direitos políticos suspensos, funcionários públicos e de estatais foram sumariamente demitidos.
No dia 15 de abril de 1964, o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco foi "eleito" Presidente por um congresso devidamente faxinado.
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